quarta-feira, 17 de abril de 2024

Beleza interior

 Devocional Diário

Beleza interior

Quão grande é a Sua bondade! E quão grande é a Sua formosura! Zacarias 9:17


A estética é muito importante em nosso mundo, pois ela define coisas e pessoas. Um sociólogo afirmou que a forma com que as mensagens são apresentadas é tão importante quanto o conteúdo delas. Tudo precisa ter um design. Steve Jobs entendeu isso muito bem, e o mundo se encheu de iMacs, iPhones e iPads. O que é novo geralmente deve ser belo e leve. Nossa sociedade é obcecada pela beleza das coisas e das pessoas. Todos são incentivados a parecer jovens. Vemos pessoas mais velhas “esticando” as rugas e se enchendo de botox para parecerem mais jovens do que são. São pessoas que buscam a formosura da pele, esquecendo-se da beleza da alma.

Deus gosta da beleza e, no princípio, fez tudo belo (no livro do Gênesis, a palavra utilizada para “bom” também pode significar “belo” e, curiosamente, “útil”). A procura pela excelência na estética é positiva – desde que a superfície reflita o interior. Às vezes observo cristãos que, por seu aspecto, não parecem ser quem dizem ser. Não me refiro a usos e costumes, mas ao tipo de mensagem que estão comunicando. Jesus, em Mateus 12:34, afirma que tudo aquilo que há em nosso interior se exterioriza no final. Nossas palavras, nosso olhar, nossos gestos e até nossa maneira de vestir estão carregados de informação. Refletimos o que somos.

Zacarias afirma que Deus não é somente “bom”, Ele é também “formoso”. Há tanto de bom no Senhor, tanta generosidade em Seu ser que, de onde quer que você O olhe, verá que Ele é de uma beleza espetacular. Seu exterior reflete a enormidade do Seu interior. Deus possui uma beleza de imenso valor.

Proponho que, assim como Jesus nos aconselhou, você se encha de tantas coisas positivas (respeito, gentileza, generosidade, simpatia, pureza, etc.) que elas transbordem para fora de você. Se você se encher de conteúdo, deixará de ser superficial e não viverá sob os ditames da moda e das futilidades exteriores. Não há rosto mais bonito do que o de uma pessoa boa. Nem o Photoshop consegue algo assim.

Portanto, não invista seus recursos apenas na beleza exterior, mas, acima de tudo, em formar um caráter semelhante à Fonte de toda beleza, um caráter para a eternidade.

Vislumbres da eternidade
17 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/beleza-interior-2/
•••

Ezequiel 23 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 23
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 23 – As séries de visões e mensagens proféticas de Ezequiel não apenas retratam a realidade histórica de seu tempo; elas também carregam significados teológicos profundos para todos os tempos.

Na seção, o profeta concentra-se em quatro acontecimentos primordiais que têm implicações teológicas significativas para a compreensão do plano de Deus e do Seu relacionamento com Seu povo; os quais são:

• O triste fim da cidade de Jerusalém (Ezequiel 22:1-31). A cidade que deveria ser um lugar santo e um reflexo da presença da verdadeira divindade, tornou-se centro de iniquidade. A corrupção e a injustiça corroeram o povo de Jerusalém – cidade que chegava ao seu fim. A queda de Jerusalém revela-nos a importância da integridade moral e espiritual. Deus é santo e justo, por isso não tolera o pecado. Como Seu povo hoje, somos chamados a viver de forma justa e fiel, refletindo a santidade divina em nossa vida.

• O lamentável fim do Reino de Judá (Ezequiel 23:1-49). Utilizando-se da metáfora de duas irmãs infiéis, Oolá e Oolibá, para descrever a infidelidade de Israel e Judá, o profeta aborda o adultério espiritual – alianças com nações pagãs e adoração a ídolos – como razões para o fim da nação judaica. Este relato sagrado mostra-nos que Deus deseja um relacionamento de amor e compromisso sério conosco, e, a infidelidade espiritual tem consequências mais graves que a infidelidade conjugal.

• O fim de uma ilusão (Ezequiel 24:1-14). Através de uma panela fervente ilustrando a iminente destruição de Jerusalém, o profeta revela a ilusão da segurança e prosperidade que seriam dissipadas com o juízo divino.

• O fim do casamento do profeta (Ezequiel 24:15-27). A interrupção do casamento de Ezequiel devido à morte de sua esposa revela-nos que mesmo pelas consequências da infidelidade de Seu povo, Deus continua nos amando, ansiando que O reconheçamos como Senhor.

Considerando ainda Ezequiel 23, destacamos que:

A história das duas irmãs adúlteras lembra-nos da importância de mantermos nossa íntima relação com Deus de forma íntegra, e, evitar sermos seduzidos por tentações e influências que nos afastam dos Seus maravilhosos caminhos retos.

A lealdade e a integridade são fundamentais para construir relacionamentos saudáveis e duradouros, tanto sociais quanto espirituais.

Devemos priorizar a Deus em nossa existência e fugir de qualquer forma de idolatria e desobediência...

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
••••

terça-feira, 16 de abril de 2024

Slow food

 Devocional Diário

Slow food

Jacó deu a Esaú pão e o ensopado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Gênesis 25:34

Esaú era um homem impaciente. Era o tipo de pessoa que adorava “hambúrgueres”. Ele era um homem de ação, e tudo com ele era “para já”. Tinha sido um longo dia, e Esaú queria comer. A única coisa que havia “para já” era um guisado avermelhado que seu irmão tinha preparado. A primogenitura era um preço demasiado alto para um guisado avermelhado, mas esse era o preço do “para já”, e Esaú não pensou muito no que estava perdendo. Já vimos isso muitas vezes: alguém encomenda uma porção imensa de carboidratos, um copo enorme de refrigerante e um sorvete superaçucarado. Senta-se para comer e nem chega a refletir na forma como aquilo prejudica seu corpo.

Foi na região italiana do Piemonte que se inventou a slow food (comida lenta), uma tendência de fazer as coisas no tempo que elas requerem. O logotipo dessa tendência gastronômica é um caracol, o que não deixa de ser divertido. No Piemonte, os campos, os produtos e as pessoas são um convite para o modo “a seu tempo”.

Não somos chamados para viver o tipo de vida “para já”, pois tudo tem o seu momento. Assim declarou o sábio Salomão. Por isso, proponho esta tradução de Eclesiastes 3:2 a 11. Leia pausadamente, como se a saboreasse: “Um momento para nascer e outro para morrer. Um momento para plantar e outro para arrancar. Um momento para matar e outro para curar. Um momento para destruir e outro para construir. Um momento para chorar e outro para rir. Um momento para prantear e outro para dançar. Um momento para espalhar pedras e outro para ajuntar pedras. Um momento para abraçar e outro para não abraçar. Um momento para procurar e outro para perder. Um momento para economizar e outro para doar. Um momento para rasgar e outro para costurar. Um momento para falar e outro para calar. Um momento para amar e outro para odiar. Um momento de guerra e outro de paz. Que proveito tem o trabalhador em ficar obcecado? Tenho visto a atividade que Deus tem dado ao ser humano para que se dedique a ela. Ele fez tudo bem bonito e no seu devido tempo.”

Você tem tomado tempo para degustar a Palavra de Deus? Tire o pé do acelerador e aprenda a contemplar com calma as maravilhas do Eterno. Isso fará bem ao seu corpo e à sua mente. 

Vislumbres da eternidade
16 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/slow-food/

•••

Ezequiel 22 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 22
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 22 – Deus fica indignado. Sua ira se ascende contra a iniquidade desenfreada de Seu povo. Sua presença é fogo consumidor para o pecador que não reconhece sua condição para receber Seu perdão. O capítulo em questão leva-nos à profundas reflexões:

• A cidade de Jerusalém é condenada e tem seus pecados revelados, os quais incluem derramamento de sangue, idolatria e injustiça; por isso, seria envergonhada entre as nações (Ezequiel 22:1-5, 23-24).

• Os líderes e profetas de Israel são condenados por explorar e oprimir o povo, negligenciando seus deveres. Eles são culpados de falsidade, por proclamarem visões falsas e enganosas e transgredirem os mandamentos de Deus (Ezequiel 22:6-12, 25-28).

• O povo é culpado como os liderados por explorar os necessitados (opressão a pobres e estrangeiros), por terem se afastado de Deus, tornando-se impuros e contaminados espiritualmente (Ezequiel 22:13-16, 29).

• A cidade de Jerusalém é comparada a um forno em chamas, onde o povo é consumido pela ira divina devido à sua impureza e injustiça (Ezequiel 22:17-22).

• Deus procura por alguém que interceda por Jerusalém; como não encontra ninguém, ela sofrerá a devida punição (Ezequiel 22:30-31).

Ezequiel 22:16 merece nossa atenção, reflexão e aplicações considerando seu contexto. Ele aponta especificamente aos líderes religiosos que deveriam ser os guardiões da Lei Deus e da santidade do povo, mas falharam drasticamente em suas responsabilidades.

Líderes religiosos negligentes são repreendidos por Deus por sua hipocrisia e corrupção. Além disso, líderes que não fazem distinção entre o sagrado e o profano, o santo e o comum, o puro e o impuro, estão pervertidos. A falha em fazer tal distinção é considerada uma profanação da santidade de Deus e de Sua religião.

Um ponto que Deus sempre considerou e o povo sempre ignorou é a sacralidade do dia de sábado. Esconder os olhos do sábado significa negligenciar ou ignorar sua importância, e desprezar o Soberano Legislador.

A secularização e o materialismo têm feito líderes e liderados perderem a percepção das coisas sagradas. Os líderes devem possuir discernimento espiritual para distinguir entre o que é sagrado e o profano, orientando o povo a fazer o mesmo e a viver de acordo com os padrões divinos. Do contrário, serão todos combustíveis para o fogo do juízo!

Permitamos ser alertados por esse texto. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
••••

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Fruta nossa de cada dia

 Devocional Diário

Fruta nossa de cada dia

E o Senhor Deus ordenou ao homem: “De toda árvore do jardim você pode comer […].” Gênesis 2:16

A primeira vez que vi uma fruta-pão, fiquei impressionado. Para um europeu, ver frutas daquele tamanho não deixa de ser surpreendente. Não existe maçã, laranja ou qualquer fruta silvestre que adquira as dimensões da fruta-pão. Ao observarmos exemplares dessa fruta é impossível não voltarmos nossos pensamentos para as árvores do Éden. Se esse espécime é assim, como seriam aqueles? Que frutos aquelas árvores dariam? Como seriam os sabores? Imagino que, no Éden, algumas frutas fossem doces; outras, ácidas; outras, amargas e até mesmo salgadas. O Éden era uma imensa dispensa de frutas frescas, acessíveis e deliciosas.

Essa é a dieta para a qual fomos programados. Como nossas mesas mudaram! Os suflês, as tortas, os carpaccios, as lasanhas e os hambúrgueres afetam não somente nosso paladar como também nossa saúde. As frutas, por outro lado, deleitam e, mais do que isso, trazem vitalidade. Atualmente, qualquer nutricionista confirma a necessidade de ingerirmos porções de frutas todos os dias.

Em nossa vida espiritual, não é somente a prática da oração ou da leitura da Bíblia que são importantes, mas também a alimentação. Procuramos ser pessoas melhores nos comportando bem, falando de maneira adequada e vivendo na verdade. Esse caminho de melhorias também tem a ver com o que comemos, e é aí que as frutas nos ajudam a retornar, pouco a pouco, ao Éden. Não estou dizendo que nos tornemos frugívoros, mas que nossa consciência também associe o que é saudável à salvação. Atitudes saudáveis nos proporcionarão uma melhor recepção das coisas espirituais.

Ao morder uma maçã, uma fatia de melão ou, se tiver sorte, uma fruta-pão, pense em como eram o porte e a majestade das árvores edênicas. Transporte então seu pensamento para o futuro e dê rédeas soltas à imaginação. Pense no Céu; pense em como será na nova Terra. Mas não fique só na imaginação. Procure se alimentar melhor desde agora, para ter mente e corpo sãos para servir ao Senhor. Acima de tudo, nutra sua natureza espiritual por meio da comunhão com Deus.

A velha e conhecida receita é a melhor: oração, estudo da Bíblia e testemunho – eis o segredo de uma vida espiritual forte e plenamente saudável.

Vislumbres da eternidade
15 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/fruta-nossa-de-cada-dia/
•••

Ezequiel 21 Comentário:

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Ezequiel 21
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


EZEQUIEL 21 – A maior desgraça para Israel/Judá é ver chegar o fim da dinastia de Davi, o rei da linhagem messiânica.

O juízo de Deus contra a idolatria, rebeldia e impenitência de Israel/Judá aconteceria mediante a poderosa espada do Império Babilônico. “Deus expressa a firme decisão de destruir Judá e Jerusalém com sua espada afiada. O suspiro de Ezequiel visa a advertir o povo acerca do terror do juízo divino que estava por vir. A espada da Babilônia estava preparada para a matança (v. 8-13) e satisfaria o furor de Jeová (v. 14-17)... O príncipe de Israel, descrito no versículo 25 como profano e perverso, é Zedequias. Seu governo seria derrubado, e ele seria o último rei a governar sobre o povo de Deus até a vinda do Messias, aquele a quem o reino pertence de direito”, observa William MacDonald.

Infelizmente, “não haveria mais nenhum rei da casa de Davi depois de Zedequias até a vinda de Cristo, Aquele a quem o reino pertence de direito, o descendente de Davi no qual a promessa se cumpre de modo pleno e a Quem o Senhor concede o poder”. Felizmente, “Ele ocupará o trono de seu pai, Davi (Lc 1:32)... No devido tempo, Se apropriará do Seu direito de governar: ‘A Ele darei’. Depois que todas as coisas forem transtornadas e toda a oposição for removida, receberá o que lhe é devido (Dn 2:45; 1Co 15:25)”. Certamente “esse fato é mencionado aqui para consolar quem temia que a promessa feita a Davi jamais se cumpriria. Deus declara que a promessa é certa, pois o reino do Messias permanecerá para sempre”, explica Matthew Henry.

Apesar do juízo e da destruição anunciados, há uma promessa subjacente de restauração, especialmente destacada na referência a Quem de fato pertence o Reino (Ezequiel 21:27), apontando para a continuidade da linhagem real de Davi através do Messias – descendente real de Judá.

Uma das mais importantes lições que Ezequiel 21 nos ensina é que Deus está no controle mesmo quando tudo parece conspirar contra essa ideia. Ele usa inclusive os eventos mais sombrios e aparentemente desordenados para cumprir Seus planos. Essa compreensão fortalece nossa fé, lembrando-nos que podemos confiar no governo divino, mesmo em meio às dificuldades e incertezas da vida! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
••••

domingo, 14 de abril de 2024

O poder da informação

 Devocional Diário

O poder da informação

Que eles deem graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas para com os filhos dos homens! Pois saciou a alma sedenta e encheu de bens a alma faminta. Salmo 107:8, 9


Ter informação é ter poder e autoridade. Um exemplo disso é Alexandre, o Grande. Quando ainda criança, ele foi instruído por Aristóteles. Com todo o conhecimento que obteve do filósofo, Alexandre conseguiu estender suas conquistas até a Índia. O conhecimento adquirido lhe deu o poder para destruir e a autoridade para impor seu controle. Por sua vez, Aristóteles se estabeleceu em Atenas e fundou seu Liceu, um centro com interesses pedagógicos, mas que o ajudou a estender sua influência e autoridade por todo o império.

O Salmo 107 nos apresenta uma função muito diferente da informação. O hino começa com uma expressão de louvor: “Deem graças ao Senhor, porque Ele é bom, e a Sua misericórdia dura para sempre.” Embora o cântico inteiro apresente a grandeza do poder e da autoridade do Senhor, ele destaca duas de Suas características mais notáveis: bondade e misericórdia. A cada verso, o salmista mostra exemplos de como Deus transforma a existência das pessoas tirando-as das adversidades e oferecendo-lhes uma vida melhor.

Não tenho encontrado muitos estudos em que a bondade e a misericórdia apareçam como competências. Ser bom e misericordioso nos coloca no terreno da assertividade, da colaboração e da melhora. Somos chamados a nos expressarmos com verdade e com afeto, e a fazer do ensino um instrumento para o crescimento do próximo. Também devemos potencializar a cooperação, visto que o bem não deveria ser uma aventura isolada, mas o esforço conjunto de pessoas de bem. Não há dúvida de que o objetivo é deixar este mundo muito melhor do que quando aqui chegamos. Não precisamos de grandes epopeias. Precisamos unir esforços. Como diria o poeta japonês Ryunosuke Satoro, “individualmente, somos uma gota; juntos, um oceano”.

Aprendemos e ensinamos a fim de que a bondade e a misericórdia tenham seu espaço adequado, para que as pessoas cresçam na graça de Deus e O conheçam.

Nesta era de tanta informação desencontrada, você já conduziu alguém ao verdadeiro conhecimento? Com quantas pessoas você tem compartilhado as informações que salvam? O evangelho transforma. Compartilhe-o. 

Vislumbres da eternidade
14 de abril
https://mais.cpb.com.br/meditacao/o-poder-da-informacao/

•••

Beleza interior

  Devocional Diário Beleza interior Quão grande é a Sua bondade! E quão grande é a Sua formosura! Zacarias 9:17 A estética é muito important...