segunda-feira, 4 de março de 2024

Hotel Abraão

 Devocional Diário

Hotel Abraão

Abraão plantou uma tamargueira em Berseba e invocou ali o nome do Senhor, o Deus Eterno. Gênesis 21:33

Um comentário muito curioso sobre o verso de hoje, datado dos primeiros séculos de nossa era, muda a ordem das letras para encontrar novos significados para a Palavra de Deus. Neste caso, a palavra “tamargueira” (‘sl) foi substituída por “perguntar” (s’l) e então afirma-se que o lugar onde se faz perguntas é uma pousada. Por conseguinte, Abraão teria aberto uma pousada em Berseba. O texto fica assim: “Abraão plantou um pomar em Berseba e pôs, no meio dele, comida para os viajantes. E quando comiam e bebiam, queriam pagá-lo, mas [Abraão] lhes fazia lembrar: ‘De Quem-disse-e-o-mundo-passou-a-ser comestes.’ E não se moviam dali até que [Abraão] os convertia e lhes ensinava a dar louvores ao Senhor do mundo […].”

Apesar de lendário, o comentário nos proporciona algumas reflexões interessantes. Em primeiro lugar, é espetacular chamar a Deus de “Quem-disse-e-o-mundo-passou-a-ser”, o “Senhor do mundo”, pois nos faz lembrar a grandeza de um Criador e Mantenedor que gera e sustenta universos como se não fossem nada demais. Em segundo lugar, é curioso o conceito de que Abraão era uma testemunha nata de Deus. Nem sempre associamos essa imagem ao patriarca, mas devemos lembrar que, graças a ele, muitas pessoas foram abençoadas, inclusive nós. Falar de Deus é presentear esperança e bênçãos onde quer que estejamos.

Seja como for, a tamargueira é um espaço onde se pode repousar das fadigas do mundo, refletir sobre Deus, falar Dele para os outros e até agradecer. É uma oportunidade de nos encontrarmos com “Quem-disse-e-o-mundo-passou-a-ser” e com os “Somos-do-mundo-e-queremos-ser-melhores”. Não sabemos muito bem se a tamargueira é uma árvore ou um arbusto, mas, que importa? Os rótulos não são relevantes quando fazemos as coisas como elas devem ser feitas. Não nos apeguemos a estereótipos ou a métodos. Falemos de Deus com sinceridade, e o Espírito trará Seu frescor.

Até que não é má a ideia do comentário. Poderíamos até abrir uma rede de hotéis onde a alma pudesse ser refrigerada e nutrida – espaços de vida e consolo, lugares para se falar com Deus. Que tal plantarmos algumas “tamargueiras”?

Vislumbres da eternidade
4 de março
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Jeremias 36 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 36
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 36 – Com a colonização europeia das Américas, muitas culturas indígenas foram suprimidas e suas crenças religiosas foram marginalizadas em favor do catolicismo. Isso não envolveu apenas a conversão forçada, mas também a destruição de artefatos religiosos indígenas, substituindo-os por símbolos e instituições “cristãs”.

Os relatos históricos dessa época foram escritos pelos invasores europeus, que retratavam os povos nativos como “selvagens” ou “pagãos” em contraste com a superioridade moral e espiritual dos europeus. Diferentemente, a Bíblia não é fruto de interesse dos poderes dominantes. Jeremias 36 revela que a Palavra de Deus desafia o paradigma da narrativa moldada pelos poderosos.

O escriba Baruque é encarregado por Jeremias, o profeta sensível, de escrever sua mensagem, e então levá-la ao palácio real para ser lida ao rei Jeoaquim e aos líderes do povo. No entanto, enquanto a mensagem era lida, o rei indignou-se e, em vez de arrepender-se, ordenou que o rolo fosse cortado e queimado. Ao contrário do que geralmente acontece, onde os poderosos moldam a narrativa conforme seus próprios interesses, a Palavra profética desafia a autoridade humana.

Nossa sociedade moderna tenta silenciar a Palavra de Deus, como os poderes humanos do passado também intentaram. Os líderes de Judá tentaram destruir a revelação de Deus com canivete e fogo, hoje utilizam a ridicularização, a censura, a indiferença, etc. Jeremias 36 ilustra a trajetória da Bíblia até chegar a nós. Apesar de tantas renhidas perseguições, ela foi preservada para revelar-nos a Palavra divina.

A mensagem de Jeremias era uma voz profética em meio ao caos e a corrupção de seu tempo (Jeremias 36:1-7). A Palavra de Deus precisava ser uma luz inextinguível que penetra as trevas mais densas da injustiça, da imoralidade e do pecado. Mesmo quando rejeitada por pessoas de renome e de importância social, a Palavra divina irá permanecer inalterada em sua verdade e integridade – assim como Seus representantes (Jeremias 36:8-32).

Atualmente...

• ...precisamos ser corajosos e persistentes em proclamar a verdade em um mundo indiferente, tomado pela mentira, pelo engano e a falsidade.
• ...Temos que compartilhar profusamente a mensagem de Deus sem importar-se com as consequências.
• ...Não podemos permitir que o medo da morte ou a pressão social ou dos poderes nacionais nos impeçam de compartilhar o plano da salvação ao mundo condenado.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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domingo, 3 de março de 2024

Rosas de pitimini

 Devocional Diário

Rosas de pitimini

Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. Salmo 90:12


Era dia de feira. Coloquei a mochila nas costas e desci até o vilarejo. Sou fascinado pela variedade de cores que aparecem no céu nas manhãs de primavera. No caminho, vi ao longe uma cerca coberta de uma multidão de rosas. As fragrâncias do Mediterrâneo em flor fazem você se sentir como se passeasse pelo jardim do Éden. Desde tempos imemoriais, alguns dias por semana, os agricultores da região vêm para a praça do povoado e ali expõem seus produtos. Suas barracas não têm o aspecto elaborado dos grandes supermercados, mas suas frutas e verduras têm sabor verdadeiro. Depois de adquirir alguns limões e gengibre, experimentei alguns damascos sazonais. Foi como voltar à minha infância. Depois de um breve diálogo com uma senhora que comprava abacates (devia ou não levar coentro para um bom guacamole?), decidi voltar para casa. O Sol, em seu percurso zenital, cobria de contrastes a paisagem. De novo, vi a cerca e me aproximei. Estava repleta de pequeninas rosas de pitimini. As pétalas, umas bem branquinhas e outras de um rosado intenso, me fizeram lembrar bordados que havia visto em alguma almofada. Eram de uma delicadeza exuberante, de uma cor sedutora e de um aroma refinado. Não pude resistir à emoção do meu coração e murmurei: “Obrigado, Senhor!”

Orando conosco, o salmista pede a Deus que o ajude a saber como contar os dias, a perceber os detalhes, a compreender a grandeza da Sua mão. A participação de Deus em nossa vida é intensa, constante e merecedora de nossa gratidão. Em resumo, quando aprendemos a enxergá-la, adquirimos a certeza de que Deus é Deus, e de que nós, como criaturas voluntariamente dependentes, chegaremos a vislumbrar esse mundo com o olhar do Criador e a nos tornar sábios.

Tenho visto muitas manhãs como aquela, como também tardes e noites. Tenho visto o Senhor nas magnitudes, nos sentimentos, e minha oração só pode ser de agradecimento. Tenho certeza de que você tem visto o mesmo, ou até mais do que eu. Tenho certeza de que você sabe que Deus também Se preocupa em sustentar você neste mundo. Por que não oramos juntos, agradecendo do fundo do nosso coração? São apenas duas palavras: “Obrigado, Senhor!” 

Vislumbres da eternidade
3 de março
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Jeremias 35 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 35
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 35 – Deus honra àqueles que O honram. Os recabitas serviram de ilustração de fidelidade aos judeus; por conseguinte, foram exemplos de fidelidade para o povo que deveria ser fiel a Deus.

Os recabitas foram o sermão de Jeremias demonstrando lealdade inabalável aos mandamentos de seu antepassado Jonadabe, mesmo diante de provas arriscadas: Poderiam ser expulsos de Jerusalém (Jeremias 35:11).

Como os recabitas, Deus queria que judeus de outrora, e cristãos de agora...

• Reconhecessem a importância da lealdade e da integridade mesmo em tempos de adversidades.
• Entendessem que confiar plenamente nEle e em Seus princípios é o meio de obter segurança até mesmo em tempos de crises.
• Assimilassem que o compromisso mantido com Ele é a garantia de preservação diante de quaisquer situações.

Enquanto que, para os infiéis desobedientes e impenitentes judeus, Deus apresentava consequências de seus pecados, aos recabitas, no final do capítulo, Deus fez uma declaração profética, prometendo que sempre haveria alguém da linhagem de Jonadade para estar diante dEle, ou seja, servindo-O fielmente.

Enquanto os recabitas foram recompensados por sua obediência, os judeus enfrentaram as consequências de sua infidelidade e desobediência. Além de revelar que Deus não deixa passar despercebida a lealdade e fidelidade, a grande questão é que Ele cumpre o que promete.

Assim que o cristianismo ressurgiu das cinzas da perversão religiosa da Idade Média, e várias doutrinas importantes foram redescobertas, especialmente a promessa da segunda vinda de Cristo, José Wolff atuou como missionário adventista apregoando o advento de Cristo extensivamente pelo Oriente Médio durante o século 19. “Entre judeus, turcos, persas, hindus e muitas outras nacionalidades e povos, ele distribuiu a Palavra de Deus em várias línguas, e em toda parte anunciou a proximidade do reino do Messias. Em suas viagens pelo Usbequistão encontrou a doutrina da próxima vinda do Senhor, professada por um povo remoto e isolado”. “No Iêmen”, diz Wolff em seu diário, “passei seis dias com os filhos de Recabe. Não bebem vinho, não plantam vinhedos, não semeiam, e vivem em tendas; lembram-se do bom e velho Jonadabe. [Eles] esperavam... a breve vinda do Messias nas nuvens do Céu” (EGW, GC, 360-362).

Certamente que Deus cumpre o que promete! Ele preza, vela e age para que Suas promessas sejam realidade.

Reavivemo-nos. Sejamos leais a Ele! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sábado, 2 de março de 2024

Nunca é demais

 Devocional Diário

Nunca é demais

À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz. Salmo 55:17

Deus sempre quer dialogar conosco, não importa quando, onde, como ou por quê. Ele gosta de nos explicar a mecânica do Universo e até de partilhar segredos conosco. Como diz o salmo: “Meu povo, escute a Minha lei; dê ouvidos às palavras da Minha boca. Abrirei os Meus lábios para proferir parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos” (Sl 78:1, 2).

Nunca é cedo ou tarde demais para Ele. Para os madrugadores, o alvorecer é um bom momento para orar. A mente está ativa, e as expectativas de um novo dia geram uma conversa bem animada. Para os noturnos, a noite é um bom momento para refletir sobre o ocorrido e sobre como melhorar. Não importa quão jovem você seja, sempre haverá um bom momento para investir toda essa transbordante vitalidade em uma divertida conversação. Não importa quão idoso você seja, sempre haverá um momento para recordar quanto Deus o ajudou no passado e a preciosa esperança que aponta para o futuro.

Algumas pessoas pensam que são por demais pecadoras e que o Senhor não Se interessa por elas. Essa ideia é totalmente equivocada. Não importa quão longe você tenha ido nem quão baixo tenha caído, Deus está sempre presente, disposto a ter uma conversa com você. Essa ideia é válida também para os que já se sentem tão espirituais que não precisam mais disso. Conheci alguém que dizia ter orado tanto desde jovem que já não precisava mais fazê-lo. Isso não é verdade, pois orar nunca é suficiente. E se pensamos que já o fizemos suficientemente, é porque talvez estejamos mais ocupados com o pecado. Quando gostamos de uma pessoa, o tempo com ela nunca é suficiente. Essa ideia sugere algo a você?

Para Deus, nunca é complicado ou simples demais, pois as formas não importam tanto para Ele. Orar ao Senhor é um diálogo de coração, não um exercício de retórica. Ele conhece o verdadeiro sentido de nossas palavras e nos entende plenamente.

Estar conectado a Deus nunca é demais. Pelo contrário, precisamos cada vez mais Dele. O Senhor nos ama de tal maneira que não existe nenhum impedimento que possa servir de obstáculo para que Ele nos alcance. Por isso, fale com Deus constantemente, pois Ele está esperando para responder.

Vislumbres da eternidade
2 de março
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Jeremias 34 Comentário

 Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 34
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 34 – A revelação divina não apenas apresenta a fragilidade humana; ela também nos instiga a examinar a autenticidade de nossos compromissos espirituais. Jeremias 34 confronta-nos com a realidade de que fazer promessas a Deus é fácil em tempos de adversidades, mas a verdadeira prova de nossa fé reside em nossa fidelidade quando as tribulações se dissipam.

Nesse contexto, a investida babilônica contra Judá estava dando certo. O exército de Nabucodonosor adentrava territórios judaicos; contudo, mesmo quando o rei Zedequias deparou-se com um destino indesejado, não se rendeu aos apelos do profeta Jeremias (Jeremias 34:1-7).

Quando o cerco apertou, os judeus fizeram uma aliança de seguir a recomendação divina quanto à libertação dos escravos (Jeremias 34:15; Êxodo 21:1-11; Deuteronômio 15:12-18); entretanto, assim que o cerco babilônico afrouxou, os antigos escravos foram forçados a voltarem à escravidão (Jeremias 34:8-22).

Mas, atenção! “Antes de condenarmos com muita severidade esses senhores judeus de desonestos, devemos admitir que o povo de Deus costuma fazer promessas ao Senhor em tempos difíceis só para depois voltar atrás, quando a situação melhora. Em meu ministério pastoral, ouvi mais de um cristão sofrendo num leito de hospital prometer tornar-se mais exemplar membro da igreja caso Deus lhe desse a cura de que precisava, e, quando Deus atendeu seu pedido, essa pessoa esquecia-se imediatamente do Senhor”, reflete Warren Wiersbe.

Então, considere...

• Como os judeus de outrora, facilmente trilhamos o caminho de fazer pacto com Deus apenas para quebrá-los assim que a crise é superada.

• Nossas promessas a Deus não devem ser “moedas de troca”, mas compromissos inabaláveis, mesmo nos momentos de alívio.

• A verdadeira prova de fé não está em nossas promessas durante a angústia, mas em nossa fidelidade quando a crise esvai.

• Não é sábio usar a Deus como nosso último recurso temporário; pois Ele merece nossa devoção constante, não apenas nos momentos de aflição.

• Se nossas promessas e obediências ao Senhor só são lembradas em momentos de dor, estamos falhando em nosso compromisso genuíno com nosso Salvador.

• Não basta fazer promessas a Deus sob a pressão da circunstância; é preciso honrá-las mesmo quando as coisas se acertam como gostaríamos.

Deus não é um negociante que aceita promessas vazias; Ele espera uma entrega total, não importa o contexto e a situação. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

#rpsp #ebiblico #palavraeficaz
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sexta-feira, 1 de março de 2024

Um relacionamento vivo

 Um relacionamento vivo

Senhor, por causa destas coisas vivem os homens, e inteiramente delas depende o meu espírito. Portanto, restaura a minha saúde e faze-me viver. Isaías 38:16

A palavra “religião” vem do latim religare, que significa “voltar a atar” ou “atar intensamente”. O termo faz referência ao desejo de Deus de voltar a Se relacionar de maneira muito viva com o ser humano. Por causa do pecado (Gn 3), o homem e a mulher haviam se afastado de Deus. Mas, graças a Jesus, esse vínculo foi restabelecido. É por isso que o mais importante da religião cristã é a relação com Cristo.

Entretanto, muitas pessoas neste mundo consideram a religião como uma “relíquia”, uma palavra que faz referência aos restos de alguém ou de um objeto. No entanto, religião não tem nada a ver com “restos”, mas com “plenos”. Tem a ver com uma relação plena com Deus.

É pelo compromisso que essa relação mostra que está viva. Como indica Ellen G. White: “Todo aquele que se liga à igreja faz por esse ato um voto solene de trabalhar pelos interesses da igreja e de manter esse interesse acima de toda consideração mundana. Sua obra é conservar viva comunhão com Deus, empenhar-se de coração no grande plano da redenção e mostrar, em sua vida e caráter, a excelência dos mandamentos de Deus em contraste com os costumes e preceitos do mundo. Quem se entregou a Cristo comprometeu-se a ser tudo quanto lhe seja possível como um obreiro espiritual, a ser ativo, zeloso e eficiente no serviço de seu Mestre. Cristo espera que cada pessoa cumpra seu dever; seja esse o lema em todas as fileiras de Seus seguidores” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 32 [43]).

Com que nos encontramos atados? A que ou quem nos amarramos? Seria a nossa religião apenas a devoção por uma relíquia moderna (normas, formas, autoridades, prazer)? Em termos de religião, como está nosso nível de compromisso? Tomara que você esteja “amarrado” a Deus! Tomara que você esteja ligado a Jesus! Tomara que sua religião seja um relacionamento vivo! Tomara que você tenha um forte compromisso com o Senhor! Se não for assim, este é um bom momento para começar. 

Devocional Diário

Vislumbres da eternidade
 de março
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Hotel Abraão

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