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quinta-feira, 18 de março de 2021

Recompensa para o justo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quinta, 18 de março

Recompensa para o justo

Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra. Salmo 58:11

Há uma pergunta que tem perturbado a humanidade: “Por que […] Te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1:13). Parece que o profeta Habacuque sintetizou em poucas palavras o clamor de muita gente diante das aparentes injustiças da vida.

Se você se mantiver honesto, é provável que seu futuro não seja de riqueza. Por outro lado, você observa pessoas sem escrúpulos que crescem, progridem e conseguem o que desejam. A cultura de injustiça que reina no mundo, às vezes, leva as pessoas a questionar se vale a pena ser honesto, pontual, puro, verdadeiro, abnegado.

O tema central do Salmo 58 é o abuso do poder judicial. Alguns estudiosos acham que esse salmo foi escrito pelo rei Davi quando, em algum momento, ele misturou-se com o povo e percebeu de perto a administração errada da justiça em Israel. Essa realidade revoltou seu espírito. Pessoas que haviam sido colocadas em lugares estratégicos, para fazer justiça ao povo, estavam promovendo a opressão, vendendo consciências e deixando que a corrupção se apoderasse da corte. Era insuportável.

Não existe frustração maior que apelar a um juiz por justiça e, diante de todas as provas em favor de sua inocência, ser declarado culpado. Ou ver que um homem público se apodera de uma grande fortuna e aproveita sua posição para ser declarado inocente.

Davi começa o salmo de hoje perguntando: “Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?” Todo o salmo está cheio de indignação. Mas, no verso de hoje, o salmista expressa a certeza de que finalmente Deus operará, dando a recompensa ao justo.

Essa não é uma justiça que acontecerá na vida eterna ou quando Jesus voltar. É uma promessa para agora; Deus é justo e vigilante. Não existe nada oculto a Seus olhos. Quando Ele não intervém, é simplesmente porque está aguardando o momento mais oportuno para recompensá-lo.

Guarde essa promessa em seu coração. Não permita que a decepção se apodere de você nem que o veneno da revolta destrua sua alma. Mais breve do que imagina “se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra”.

Alejandro Bullón, 18/6/2007

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Juízo Iminente - Amós 9

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 


Leitura Bíblica - Amós 9

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A restauração da humanidade e do mundo acontecerá apesar da incredulidade da maioria. Um remanescente fiel experimentará das alegrias pelo cumprimento real das profecias de Deus.

Estude o último capítulo de Amós, onde temos:

• A revelação de um juízo iminente contra todo pecador impenitente (vs. 1-6). Isso deve nos levar à reflexão e autoanálise, pois ninguém conseguirá driblar a Deus (II Coríntios 5:10).

• Após a investigação divina, o juízo resultará na sentença de aniquilação dos perversos, opressores e arrogantes (vs. 7-10). O resultado será morte plena, esse é o infeliz salário do pecado (Romanos 6:23).

• Ao executar a sentença nos ímpios, Deus reformará tudo o que o pecado deformou, trazendo bênçãos abundantes, promovendo paz e tranquilidade (vs. 11-15). O resultado será vida plena (Apocalipse 21 e 22).

Álvaro César Pestana destaca dois pontos do livro. Para ele, Amós…

1. mostra que os corruptos e ambiciosos não escaparão de Deus: No nosso mundo cheio de ganância e de exploração do próximo uma leitura deste livro poderia ajudar muito. No fim das contas, tudo não vai acabar em pizza!

2. prova que o chamado profético não tem limitações sócio culturais: Ele era um caipira iletrado, mas tornou-se o instrumento de Deus para corrigir os “intelectuais” e os “colunáveis” de seu tempo.

Dionísio Pape observou que, “Amós cumpriu a sua missão ingrata e perigosa. Antes de deixar a nação de Israel, sua terra missionária, ele não perdeu a ocasião de advertir o povo do perigo em que jazia enquanto não voltasse ao Senhor […]. No caminho de volta, Amós anunciou as suas visões apocalípticas, chamando o povo ao arrependimento e à fé no SENHOR”. Contudo, não houve “conversão em massa […]. No entanto, Amós não se desanimou. Como todos os profetas do SENHOR, Amós vivia na esperança certa do triunfo final do Senhor. A apostasia materialista de Israel não podia ofuscar os raios rutilantes da glória vindoura do dia do Senhor”.

Alguém declarou: “Quando Amós viu que Israel não ia ouvi-lo, regressou a Judá e pôs os seus escritos em forma de livro, para que o povo todo pudesse ler e entender”. Desta forma, suas palavras inspiradas chegaram até nós!

Podemos deliciar-nos com a esperança revelada nesse livro!

• Arrependamo-nos!

• Consagremo-nos!

• Preparemo-nos!

• Aguardemos!

Cristo logo virá! – Heber Toth Armí.

Tendo o privilégio e após a oportunidade de estudar por nove dias as mensagens de Amós, diga-nos quão útil foi pra você o conteúdo desse livro:

 #ebiblico #rpsp #palavraeficaz

quarta-feira, 17 de março de 2021

Milagre em dois atos

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quarta, 17 de março

Milagre em dois atos

Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito. Marcos 8:25

A cegueira era um verdadeiro flagelo na Palestina e nos demais países do Oriente Médio. Era causada pelo resplendor do sol, pela poeira e por diversas enfermidades dos olhos, especialmente as conjuntivites, as quais eram agravadas pela falta de higiene. Era comum ver pessoas com verdadeiras crostas nos olhos, nas quais pousavam moscas, o que contribuía para disseminar as infecções.

Jesus curou muitos cegos, bem como doentes de todos os tipos, mas a cura do cego de Betsaida foi o único caso em que Jesus operou uma cura em duas etapas. Quando Jesus aplicou saliva nos olhos daquele cego, pela primeira vez, ele recobrou a visão parcialmente, passando a ver os homens “como árvores […] andando” (Mc 8:24). Ao segundo toque, porém, ele passou a ver tudo com perfeita clareza.

Outros cegos, bem como leprosos, paralíticos e até mesmo mortos, foram restaurados instantaneamente. Por que esse enfermo precisou de dois toques em vez de um? Alguns acham que foi para lhe fortalecer a fé gradualmente. Sejam quais forem os motivos, podemos ver nesses dois atos uma importante lição espiritual: a luz da verdade é uma revelação progressiva, semelhante à “luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18).

Embora a conversão possa ocorrer instantaneamente, como no caso de Zaqueu, também é verdade que devemos nos reconverter a Deus diariamente, sempre crescendo na graça e no conhecimento. Mesmo na eternidade cresceremos constantemente, pois surgirão sempre “novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender e novos objetivos para aguçar as aptidões físicas, mentais e espirituais.” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 560).

As pessoas que aceitam a salvação em Cristo começam sua carreira cristã vendo a vida “como árvores […] andando”. Mas, à medida que vão crescendo espiritualmente, sua visão vai, aos poucos, se expandindo e enxergando as pessoas, as doutrinas e o plano da salvação mais claramente.

Olhemos confiantes para o futuro, para aquele glorioso dia em que veremos nosso Salvador face a face. Então nossa visão espiritual será perfeita e conheceremos como também somos conhecidos.

Rubem Scheffel, 25/1/2010

Pecados afastam bênçãos - Amós 8

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Amós 8

Comentário Pr Heber Toth Armí 

A rejeição a Deus é o motivo da ausência de inúmeras bênçãos. Como Deus quer abençoar, alerta-nos dos perigos de afastar-se dEle.

• Pecados afastam-nos das bênçãos!

“O terrível pecado de Israel atraiu grave acusação. As festividades e o sábado irritavam os empresários iníquos, pois esses dias provocavam uma calmaria nos seus negócios desonestos, [vs. 4-5], e abrandavam a opressão dos pobres [v. 6] (cf. Is 1.13-17; Lv 19.35-36; Dt 25.13-16). O juízo detalhado pela ‘glória de Jacó’, [v. 7], abarcava luto, [vs. 8-10], e fome da palavra do Senhor, [vs. 11-14]. A idolatria e o orgulho extinguiram a luz que Deus dispensou pela sua palavra” (Merrill F. Unger).

• Angústia e aflição surgem automaticamente quando nosso coração indisciplinadamente se inclina para a direção contrária à revelação de Deus e Seus princípios de felicidade.

• O estilo de vida em harmonia com o materialismo, hedonismo e o humanismo certamente estará em desarmonia com a vontade de Deus, e isso resulta em caos, conflitos e agonias.

“Dã e Berseba eram santuários pagãos nos limites setentrional e meridional da terra [v. 14]. As divindades padroeiras desses centros idólatras seriam impotentes para ajudar na iminente calamidade” revelada na visão do “cesto de frutos maduros. O cesto de frutos perecíveis da terra simbolizava a iminência do fim de Israel [vs. 1-3]” (Unger).

• Aqueles que vivem esplêndida e regaladamente distante do Senhor, futuramente perceberão que tomaram a pior decisão quando tinham diante de si a melhor opção.

• As religiões falsas, as formalidades religiosas e as espiritualidades genéricas se revelarão sem efeito algum diante do acerto de contas com o Juiz do Universo.

• Quando a vida moral se encontra em franco estado de putrefação certamente está à beira da autodestruição.

• A existência aparentemente segura, rica e aprazível que deixa Deus em segundo plano, ou sem espaço na nossa agenda, se deparará com as terríveis consequências das escolhas sem importância.

• O arrependimento ignorado no presente pode gerar, no futuro, um arrependimento por não ter se arrependido quando o tempo de graça era oferecido.

• Rejeição ou negligência à Palavra de Deus no presente poderá extinguir-se no futuro, correndo sério risco de ser demasiado tarde.

• A fome por Deus deve ser saciada hoje, para não morrer de fome no dia do juízo final.

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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terça-feira, 16 de março de 2021

Romper o ciclo da hostilidade

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Terça, 16 de março

Romper o ciclo da hostilidade

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Mateus 5:9

Uma senhora escreveu à conselheira Ann Landers, que mantinha uma coluna em muitos jornais. A mulher usou o pseudônimo “Filha. Qualquer lugar. EUA.” Essa senhora descreveu sua mãe como “a pessoa mais imprestável do mundo”. Contou como a mãe a criticava desde quando ela se conhecia por gente, fazendo com que se sentisse tola e inútil.

No entanto, ela disse que era casada com um pacificador, o tipo de pessoa sobre a qual Jesus estava falando quando pronunciou a sétima bem-aventurança. O marido a ajudou a ver que a mãe era produto da criação que recebera e a levou a imaginar como teria sido a infância dela, já que sua mãe tinha sido crítica, egoísta e intratável.

Segundo ela, aceitou a sugestão do marido e não teve dificuldade para imaginar como teria sido a infância de sua mãe. Devia ter sido pelo menos tão ruim como a dela mesma.

Quando a mulher começou a ver a questão sob essa luz, a atitude dela para com a mãe começou a mudar também. A compaixão substituiu a hostilidade. Embora sua mãe não tivesse mudado basicamente de conduta na ocasião em que a carta foi enviada (talvez isso fosse esperar demais!), a filha havia mudado, e isso era o mais importante.

Seu relacionamento com a mãe melhorou tanto que ela passou a conseguir relevar as críticas. Em compensação, percebeu que sua mãe não a criticava como antes. Esperava até que um dia ela e a mãe pudessem ser amigas. Que admirável exemplo de pacificação! Quem dera que mais cristãos fossem como aquele marido e aquela filha!

Se tão somente nos lembrássemos de que por trás da hostilidade que impera no mundo está o maior de todos os perturbadores do Universo, que é Satanás, teríamos mais compaixão das pessoas. É ele que inicia os ciclos de hostilidade e ódio que vemos no mundo hoje.

Se permitirmos que Deus nos transforme em pacificadores, Ele poderá nos usar como agentes Seus para romper esses ciclos de hostilidade.

Donald E. Mansell e Vesta W. Mansell, 23/9/1998

O juízo iminente - Amós 7

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse 

Leitura Bíblica - Amós 7

Comentário Pr Heber Toth Armí 

Alguém escreveu que “Amós temia tanto a Deus que não receava mais ninguém. Ele proclamou uma mensagem muito avançada para seu tempo. Entre os males que Amós denunciou estão exatamente os mesmos de nossa época”.

Moisés Carneiro destaca as principais características de Amós. Ele era…

• …humilde, não escondia sua origem;

• …sábio, usava linguagem ao alcance do povo;

• …sagaz, prendia a atenção do povo por julgar primeiro os seus inimigos;

• …destemido, não lisonjeava, mas falava a verdade;

• …fiel, “Assim diz o Senhor” era sua mensagem.

O juízo iminente de Deus a um povo impenitente viria em forma de gafanhotos (v. 1-3) e de fogo que causaria seca (v. 4-6); contudo, a intercessão do profeta pelo povo infiel resultou na retirada da punição divina.

Então, após adiar o castigo, Deus, graciosamente, mostrou outra visão ao profeta, a do prumo; onde ficou evidente que o povo de Deus estava fora do prumo, deficiente moralmente. Assim, Deus revelou a Amós que estendera demasiadamente Sua misericórdia, agora a justiça exigia punição (vs. 7-9).

Amazias, o pomposo conselheiro espiritual de Jeroboão (rei do povo de Israel), deturpou as palavras de Amós e o difamou ao rei. Amazias, então, proibiu ao profeta de pregar e sugeriu deixar Betel (vs. 10-13).

“Amazias recebia um gordo salário pelas funções como capelão real […]. Amós não era pregador assalariado. Pregava por conta própria, sacrificando-se para falar a verdade, nua e crua, dizendo que a profissão de fé no SENHOR, sem vida moral e sem compaixão para os pobres, é uma revoltante nulidade” (Dionísio Pape).

Infelizmente Amazias, um “fraco conformista religioso aconselhou a Amós a fugir para Judá. [Felizmente] a resposta de Amós mostrou sua magnífica estatura espiritual naquela decadente era sincretista [vs. 14-17]. Havia pelo menos uma alma valente para resistir à vaga de iniquidade e cômodo conformismo” (Merrill F. Unger).

Precisamos…

• …Aceitar os mensageiros de Deus;

• …Reconhecer nossa real situação;

• …Correr a Deus para encontrar solução;

• …Ser transformados e moldados pela Palavra de Deus.

Dionísio Pape exclamou: “Quão presunçoso aquele que pensa que uma profissão de fé, algumas assistência aos cultos, alguma contribuição ocasional aos cofres sacros compensam a falta de pureza moral, de honestidade, e de compaixão!”.

“Senhor, temos dificuldades para enxergar nossa pobreza espiritual, ajuda-nos, por favor. Transforma-nos!” – Heber Toth Armí.

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segunda-feira, 15 de março de 2021

Ore a Deus

MEDITAÇÃO DIÁRIA

Segunda, 15 de março

Ore a Deus

Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. Mateus 6:6

Parece estranho que eu tenha intitulado a leitura de hoje de “Ore a Deus”. Mas foi isso o que Jesus nos disse para fazer em Mateus 6:6. Deves orar a “teu Pai”.

Porém, você pode estar se perguntando: “A quem mais poderíamos orar?” Suponho que há uma porção de respostas para essa pergunta. Jesus forneceu uma em Lucas 18:11 na história do fariseu e do publicano. Ele disse que o fariseu orava “para si mesmo”, em vez de orar a Deus. O simples fato de passarmos tempo em oração não significa que estamos orando a Deus.

Há vários pontos que devemos considerar ao orar a Deus. O primeiro é o que se pode pensar como processo de exclusão. Quando oramos ao Pai, devemos excluir certas coisas. Precisamos deixar de fora a multidão de pensamentos e cuidados diários que criam obstáculos entre nós e Deus. Precisamos nos concentrar na comunicação com Ele, assim como prestamos atenção total a qualquer pessoa que respeitamos e com a qual nos importamos. Na oração secreta, necessitamos, por assim dizer, entrar num quarto com Ele, a fim de que fiquemos a sós. É preciso buscar a Deus e louvá-Lo de todo o coração, mente e alma. Esse quarto pode ser um aposento de verdade ou pode ser um ônibus superlotado. Podemos orar a Deus de maneira secreta e exclusiva em qualquer lugar.

Um segundo ponto que precisamos considerar, ao pensarmos em orar a Deus, é que, quando oramos, entramos realmente em Sua presença. Estamos na sala de audiência do Infinito. E o Pai, sendo Pai, preocupa-Se conosco exatamente como nós nos preocupamos com nossos filhos. Ele nos escuta!

Terceiro, quando oramos a Deus, podemos ter confiança. Podemos nos aproximar confiantemente do trono da Graça, com base na obra de Jesus no Calvário e no que Ele faz agora no santuário celestial.

Isso é uma boa notícia. Por que então não orar a Deus com maior frequência?

George R. Knight, 9/7/2001

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Salmos 36 Comentário

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