segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus I Coríntios 15:3



A Minha Cruz

Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras. 1 Coríntios. 15:3, NVI.

O apóstolo Pedro afirmou o seguinte: "Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados" (1 Pedro 2:22-24, NVI).

Onde estão os romanos? Onde estão os líderes Judeus? Eles não entram em cena; apenas "nossos pecados" aparecem.

Todo o Novo Testamento ensina que Cristo morreu pelos nossos pecados, jamais pelos Seus pecados. Jesus é o Cordeiro de Deus "que tira o pecado do mundo" (João 1:29, NVI). Ele é a expiação de Deus pelos pecados, recebido pela fé como um dom gratuito (Romanos, 5:21-25). Ele é a sabedoria de Deus, cuja cruz é loucura para os gregos e escândalo para os Judeus, mas o poder divino para salvar a todos os que crêem (l Cor 1:18-25), E muito antes dEle vir ao mundo Isaías predisse que Ele seria o Servo Sofredor.

"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós" (Isaías 53:4-6, NVI) .

Será que deveríamos condenar os Romanos? Lamentamos a ausência da mais elementar justiça na morte de Jesus. Mas assim condenamos a nós mesmos também.

Será que devemos chamar os Judeus de assassinos de Cristo? Lamentamos a trágica rejeição de Jesus por parte deles. Mas assim condenamos a nós mesmos também. Eles foram representativos de todos nós. Não teríamos feito nada melhor. Também O teríamos crucificado. Na verdade, nós O crucificamos! Ele morreu por nossos pecados.

"Estavas lá quando crucificaram o meu Senhor?" pergunta o conhecido hino. E agora sabemos que estávamos. A cruz de Jesus é a cruz de cada pessoa – porque cada um de nós somos pecadores.

Portanto é a minha cruz! É por isso que a história do Calvário assombra a humanidade até o dia de hoje. No Calvário vemos a nós mesmos – vejo a mim mesmo.

Mas a boa notícia do cristianismo é que a cruz de Cristo era a minha cruz. Já não é mais minha. Ele a carregou – carregou-a em sua vergonha e desgraça, em sua humilhação e desespero. E porque Ele a carregou, Ele a transformou de um objeto de maldição em um objeto de bênção; de trevas em luz; de desespero em esperança, e de um símbolo de morte em um símbolo de vida.

Quem matou a Cristo? A resposta bíblica é quase chocante demais – é pessoalmente chocante – para ser repetida. Eu matei a Cristo!

Mas a Bíblia não me deixa em desespero. Porque a cruz é também o clímax de um plano divino, é a minha salvação. Através da Sua morte eu encontro vida.

ORAÇÃO

Mestre que morreste em meu lugar, que aceitaste o peso dos meus pecados sobre Ti mesmo e me livraste da condenação. Quero viver em santidade como gratidão pela salvação efetuada na cruz.


Autor: William G. Johnsson

Maravilhoso Jesus João 19:11

14 de Novembro

Uma Cruz Divina

Jesus respondeu: "Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior". João 19:11, NVI.

Quando Pilatos na sala de julgamento se gabava de sua autoridade, Jesus lhe deu uma resposta surpreendente. "O senhor só tem autoridade sobre mim porque ela lhe foi dada por Deus", Ele disse (João 19:11, NTLH). Além disso, no Jardim do Getsêmani, no momento da Sua prisão, quando os discípulos estavam dispostos a defendê-Lo, Ele disse a Pedro: "Você não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos?" (Mateus 26:53, NTLH).

Essas idéias alteram drasticamente a nossa concepção da cruz. Foi claramente mais do que um desatino da justiça romana, mais do que um trágico fracasso judaico. De alguma maneira Deus estava por trás da morte de Jesus.

Jesus, na verdade, esperava pela cruz. Meses antes, ele havia falado acerca de sua morte em Jerusalém (Mateus 16:22, 23). Ao longo do Seu ministério, Ele falou da sua “hora", ou "o meu tempo", o qual "ainda não chegou" (João 7:6, 30, 8:20), referindo-se aos eventos finais da Sua vida. Quando entrou em sua última semana Ele sabia como a mesma terminaria. "Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem", disse Ele (João 12:23, NVI). E concluiu – "Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim" (versículo 32, NVI).

Então, em certo sentido, nem os Romanos nem os Judeus mataram Jesus. Nem Pilatos nem os principais sacerdotes teriam tido poder sobre ele sem a permissão dEle.

Ao longo dos séculos os romanos erigiram dezenas de milhares de cruzes. Mas essa cruz permanece sozinha em sua singularidade. Foi uma execução – mas muito mais do que isso. Na morte de Jesus Deus estava desdobrando um plano divino. "Cristo morreu pelosnossos pecados" – essa era a afirmação dos primeiros cristãos (1 Coríntios 15:3). Ele provou a morte por todo homem – assim eles criam e pregavam (Hebreus 2:9, 10). Ele veio "dar a sua vida em resgate por muitos" (Mateus 20:28, NVI).

Agora começamos a entender o mistério que envolve a cruz – um divino mistério. Os sofrimentos físicos, embora intensos, foram os menos doídos para Jesus. Uma aguda angústia mental e espiritual invadiu o Seu ser. Seu grito agonizante de desolação – "Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46) – foi o grito de uma alma que se encontra à beira do abismo da não existência eterna.

Portanto, a cruz é uma cruz divina. Através do Seu terrível sofrimento Jesus morre vicariamente. Ele não está sendo punido por Deus, até porque Deus o enviou (João 3:16). Ao contrário, através dessa cruz, Deus está "reconciliando consigo o mundo" (2 Coríntios. 5:19, NVI).

Ao estarmos sentados observando a Jesus, as respostas surgiram lentamente. Elas nos surpreenderam. E a quarta resposta é um choque. Estamos preparados para ouvi-la?

ORAÇÃO

Senhor Jesus, assim como a Tua vida foi um desdobrar da vontade do Pai, faze com que minha vida hoje esteja em harmonia com a Tua vontade.

Autor: William G. Johnsson

sábado, 12 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus Mateus 27:41,42



Uma Cruz Judaica

Da mesma forma, os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos zombavam dele, dizendo: "Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. Mateus 27:41, 42, NVI.

Jesus morreu numa cruz romana – mas foi mais do que isso. Os romanos mataram a Jesus, mas o fizeram por iniciativa do Seu próprio povo. A cruz de Jesus é mais do que uma cruz legal, é uma cruz de rejeição. "Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu" (João 1:11, NTLH). Quando Pilatos declarou sua inocência do sangue de Jesus, a multidão gritou: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!" (Mateus 27:25, NVI). A inscrição existente na cruz: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus" (Mateus 27:37, NVI), expõe uma tragédia.

Mas foram os Judeus os assassinos de Cristo? Embora sua trágica rejeição de Jesus como Seu rei seja um fato histórico, será então que Deus os condenou como um povo, a sempre permanecerem culpados, a sempre sofrerem essa maldição?

Quando nos voltamos para os relatos da crucificação de Jesus encontrados nos Evangelhos alguns dados interessantes emergem. Observamos declarações como essa: "Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles. E procuravam um meio de prendê-lo; mas tinham medo das multidões, pois elas o consideravam profeta" (Mateus 21:45, 46, NVI).

Conforme os inimigos de Jesus faziam planos de prendê-Lo de forma traiçoeira, disseram: "Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo" (Mateus 26:5, NVI). E naquele questionável julgamento perante Pilatos: "...os chefes dos sacerdotes e os líderes religiososconvenceram a multidão a que pedisse Barrabás e mandasse executar Jesus" (Mateus 27:20, NVI).

Os membros da hierarquia religiosa tiveram que persuadir a população a apoiar as suas reivindicações. Quando falamos dos assassinos de Cristo, precisamos entender que essa expressão se aplica aos líderes eclesiásticos, não aos judeus como um povo. Os discípulos de Jesus sustentam esse ponto de vista: "Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram" (Lucas 24:20, NVI).

A morte de Jesus, portanto, não provê nenhum respaldo teológico que justifique o anti-semitismo. E não devemos esquecer a Sua própria oração feita na cruz: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" (Lucas 23:34, NVI). Certamente a petição de Jesus deve ser atendida!
Então sentados na grama, olhamos para Jesus que está morrendo. A cruz – a Sua cruz – legalmente é romana. Religiosamente, é uma cruz Judaica – significa a Sua rejeição pelos líderes do Seu próprio povo.

Mas, ao continuarmos sentados assistindo a tudo, percebemos que a cruz representa algo a mais. É uma cruz divina.

ORAÇÃO

Querido Jesus que sofreste a calúnia e a difamação sem merecer. Ajuda-me a não seguir o caminho da inveja. Quero tratar a todos com bondade e justiça, independente de sua etnia, aparência ou condição econômica.

Autor: William G. Johnsson

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus Mateus 27:36


Uma Cruz Romana

E, sentando-se, vigiavam-no ali. Mateus 27:36, NVI.

O povo havia saído às ruas para assistir a Sua morte. Pescadores acotovelavam comerciantes em busca de um espaço, sacerdotes acotovelavam donas de casa para obter uma melhor visualização. Alguns o conheciam bem, outros quase não o conheciam. Muitos tinham vindo somente para ver a espetáculo – assistir a Sua morte. Alguns riam e brincavam enquanto a execução prosseguia. Uns poucos choravam. Levaria um bom tempo – com certeza algumas horas – então eles se assentaram na grama e nas pedras para assistir.

Soldados estavam lá também. Alguns deles estavam de serviço. Depois de um tempo alguém começou um jogo de dados. Uma execução não era novidade para eles – já haviam testemunhado cenas semelhantes inúmeras vezes.

No entanto, essa morte pública era diferente. Como as pessoas poderiam adivinhar que antes do final do dia, o oficial encarregado diria: "Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus" (Marcos 15:39)? Como poderiam saber que a execução que estava acontecendo se tornaria o símbolo de uma nova religião?

Então, tomamos o nosso lugar entre a multidão. Encontramos um espaço vago na grama e nos sentamos. Olhamos para Ele, assistimos enquanto Ele está morrendo pendurado na cruz. Ficamos nos perguntando, como Ele veio parar aqui? "Parem com essa grande injustiça!" queremos gritar. "Quem foi o responsável por esse ato diabólico?"

E enquanto o assistimos as respostas chegam. Lentamente. Quatro delas. É claro – os romanos foram os responsáveis! Aqueles soldados ao redor da cruz, aquele oficial – eram todos romanos. Autoridades romanas ordenaram a sua morte. Eles O pregaram numa cruz romana.

Legalmente, é uma execução romana. Os judeus não executavam por crucificação. Eles apedrejavam os infratores até a morte. Mas a Palestina do primeiro século estava sob o jugo de Roma, e os Judeus não tinham mais autoridade para emitir o decreto de morte. "Nós não temos o direito de executar ninguém", disseram ao governador romano (João 18:31, NVI).

Um governador romano assinou a sentença de morte. "Você não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo?" Pôncio Pilatos perguntou a Jesus (João 19:10, NVI). A presença deste Homem forte e silencioso confundiu e perturbou a Pilatos. Ele não conseguiu encontrar nenhuma falha nele, sem dúvida nenhum incidente que justificasse o decreto de morte.
E, no entanto, seus próprios compatriotas exigiram o Seu sangue. Homens poderosos no grupo – a hierarquia religiosa – pareciam determinados a acabar com ele. Quando Pilatos disse-lhes: "Devo crucificar o rei de vocês?" os chefes dos sacerdotes responderam: "Não temos rei, senão César". "Crucifica-o!" (João 19:15;. Mateus 27:22, 23).

Portanto, do ponto de vista legal quem matou a Cristo foram os romanos. Ele foi executado por ordem de um governador romano, pelos soldados romanos, e numa cruz romana.

Mas a cruz foi mais do que isso.

ORAÇÃO

Senhor manso e humilde que aceitaste morte tão cruel. Ajuda-me a entender o mistério da cruz.

Autor: William G. Johnsson

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus Lucas 23:33


O calvário

Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Lucas 23:33, ARA.

Os romanos não inventaram a cruz. Essa sombria honra pertence provavelmente aos Fenícios. Mas os romanos tomaram a cruz e a empregaram durante séculos para deter a oposição ao império, geralmente de forma bem sucedida. Eles erigiram dezenas de milhares de cruzes a fim de impor o domínio romano.

A cruz servia magistralmente aos propósitos dos Romanos. Era preeminentemente um meio de execução pública. O adversário daPax Romana desfilava pelas ruas carregando a sua cruz ou uma parte dela. Os transeuntes viam e estremeciam. O local da execução era um local público. Que as multidões vejam o destino de qualquer um que tenha ousado se levantar contra Roma! E a morte ocorria lentamente. A vítima podia durar dias, pregada ou amarrada à sua cruz, até que a exposição ao sol e a perda de fluidos corporais trazia o misericordioso descanso.

Os Romanos empregavam amplamente a cruz – mas nunca em seus próprios cidadãos. Nenhum cidadão romano jamais podia ser crucificado. Quando imperadores ocasionalmente ignoravam essa restrição, indignação generalizada e tumulto se seguiam. A cruz era um símbolo de vergonha e humilhação – algo horrendo demais para um cidadão de Roma. O apóstolo Paulo, por exemplo, um cidadão romano, não foi crucificado. Ele foi condenado à morte pela espada.

Mas Jesus de Nazaré, como não tinha a cidadania romana, podia ser crucificado, e foi o que lhe aconteceu.

"O imaculado Filho de Deus pendia da cruz, a carne lacerada pelos açoites; aquelas mãos tantas vezes estendidas para abençoar, pregadas ao lenho; aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor, cravados no madeiro; a régia cabeça ferida pela coroa de espinhos; aqueles trêmulos lábios entreabertos para deixar escapar um grito de dor.

"E tudo quanto sofreu – as gotas de sangue a Lhe correr da fronte, das mãos e dos pés, a agonia que Lhe atormentou o corpo, e a indizível angústia que Lhe encheu a alma ao ocultar-se dEle a face do Pai – tudo fala a cada filho da família humana, declarando: É por ti que o Filho de Deus consente em carregar esse fardo de culpa; por ti Ele destrói o domínio da morte, e abre as portas do Paraíso. Aquele que impôs calma às ondas revoltas, e caminhou por sobre as espumejantes vagas, que fez tremerem os demônios e fugir a doença, que abriu os olhos cegos e chamou os mortos à vida ofereceu-Se a Si mesmo na cruz em sacrifício, e tudo isso por amor de ti. Ele, o que leva sobre Si os pecados, sofre a ira da justiça divina, e torna-Se mesmo pecado por amor de ti" (O Desejado de Todas as Nações, p. 755, 756).

ORAÇÃO

Senhor ajuda-me a apreciar mais completamente o Calvário onde meu salvador demonstrou de maneira clara o imenso amor que Tem por mim.

Autor: William G. Johnsson

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus Lucas 23:28



As Filhas de Jerusalém

Jesus voltou-se e disse-lhes: "Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem por vocês mesmas e por seus filhos! Lucas 23:28, NVI.

Uma das características do Evangelho de Lucas é o seu interesse pelos socialmente desfavorecidos – os cobradores de impostos, os samaritanos, as mulheres. Lucas inclui em seus escritos incidentes omitidos pelos demais evangelistas os quais demonstram o interesse de Jesus por todas as classes da sociedade e por todos os grupos étnicos.

Então, aqui, ao contar a história da cruz, Lucas registra um incidente que aconteceu enquanto Jesus cambaleava pelas ruas de Jerusalém, com Simão de Cirene indo atrás dele carregando a Sua cruz. Um grande número de pessoas vinha atrás deles, Lucas diz, incluindo mulheres que choravam e lamentavam por Ele. Elas não eram discípulas de Jesus. Lucas um pouco mais adiante menciona que as mulheres que seguiram a Jesus desde a Galiléia ficaram longe da cruz vendo Jesus morrer (Lucas 23:49).

As "filhas de Jerusalém" eram moradoras da cidade que, movidas de compaixão, lamentavam a iminente execução de Jesus. Algumas tinham ouvido falar de Jesus, algumas, talvez, tinham sido elas mesmas curadas por Ele ou tinham trazido seus filhos à Ele; algumas não O conheciam, mas ficaram horrorizadas com a perspectiva de homens estarem a caminho de uma morte lenta por crucificação.

Jesus está fraco, cansado, quase sem forças. Acha-se caído sob o peso da cruz. Por toda a parte ao seu redor homens O estão xingando, amaldiçoando, rindo e debochando dEle. Ele não ouve nada. Mas o pranto das mulheres toca o Seu coração.

Jesus pensa no que essas mulheres irão sofrer muito em breve. Num período inferior a 40 anos Jerusalém será cercada por exércitos de Roma. No decurso de quatro anos de um amargo cerco, a comida e a água irão acabar e os habitantes da cidade irão canibalizar seus próprios filhos. "Pois, se fazem isto com a árvore verde, o que acontecerá quando ela estiver seca?" Ele diz (verso 31, NIV). Ou seja, se O inocente sofre assim agora, o que acontecerá com os culpados?

Jesus de Nazaré ainda passa pelo caminho do Calvário. As multidões zombam e escarnecem, embriagadas pelo riso. Os homens têm prazer em ver o sangue correr. A condenação da nossa época é que os homens – e até as mulheres – tornaram-se acostumados a cenas de violência. Diariamente pessoas são baleadas, esfaqueadas, espancadas até a morte – e quase ninguém nota.

Quem hoje lamentará por Jesus? Quem O vê no estranho encharcado de sangue deitado na sarjeta?

ORAÇÃO

Mestre da sensibilidade dá-me compaixão pelos que choram e sofrem. Ensina-me como trabalhar em prol dos desfavorecidos.

Autor: William G. Johnsson

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus Mateus 27:32

09 de Novembro

Simão de Cirene


Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e o forçaram a carregar a cruz. Mateus 27:32, NVI.


Depois de Pilatos ter dado ouvido aos gritos da multidão e ter entregado Jesus aos soldados para a crucificação, eles o levaram para ser chicoteado, prelúdio costumeiro de toda execução. O chicote romano não era um açoite comum; tiras de couro com pedaços de metais e ossos cortavam profundamente as costas nuas do prisioneiro.


Agora Jesus começa a sua última marcha. A cabeça ensangüentada pela coroa de espinhos, a face desfigurada pelos violentos golpes, o sangue escorrendo dos lábios inchados, as costas dilaceradas. Roma aproveita para dar o seu último alerta à população: o condenado de Roma não apenas irá morrer sobre uma cruz, mas deverá levá-la pelas ruas da cidade até o local da execução.


Jesus tropeça, cai sob o peso da cruz. Não porque é um fracote – algo que Ele não é, Seus músculos bem formados evidenciam anos de trabalho duro – mas porque os acontecimentos das últimas 12 horas drenaram as Suas forças. Além da dor, da traição e do abandono, além da dor dos golpes na cabeça e da flagelação pelos soldados, Ele carrega algo mais pesado do que uma cruz romana. Ele carrega os pecados do mundo, e eles estão partindo o Seu coração.


O prisioneiro permanece caído com a Sua cruz em cima dele. O que fazer? Os soldados certamente não carregarão o símbolo do supremo desagrado de Roma. Então eles vêem um transeunte, Simão de Cirene, entrando na cidade para a Páscoa. Eles lhe ordenam levantar a cruz e carregá-la atrás de Jesus.


Simão de Cirene – finalmente encontramos um caráter encorajador entre o elenco sombrio dessa triste manhã de sexta-feira. A Escritura diz que ele era "o pai de Alexandre e de Rufo" (Marcos 15:21), aparentemente pessoas bem conhecidas entre os primeiros cristãos a quem os escritores do Evangelho primeiro enviaram seus relatos inspirados sobre Jesus. Ou seja, Simão de Cirene, com o passar do tempo se tornou um crente e seus filhos também.


"O conduzir a cruz ao Calvário foi-lhe uma bênção e, posteriormente, mostrou-se sempre grato por essa providência. Isso o levou a tomar sobre si a cruz de Cristo por sua própria escolha, suportando-lhe sempre animosamente o peso" (O Desejado de Todas as Nações, p. 742).

Em meio à crueldade daquela última sexta-feira algumas pessoas encontrariam salvação. A cruz, que trouxe a tona o mal radical da natureza humana, também trouxe nova vida para diversas pessoas – um Simão de Cirene, um ladrão que estava morrendo, um soldado romano. Eles foram os primeiros frutos da colheita prevista pelo próprio Jesus "E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo" (João 12:32, ARA).


Simão encontrou a salvação, levando a cruz de Jesus. Estou disposto a levar essa cruz hoje?


ORAÇÃO


Senhor sofredor, forte e corajoso, quero hoje tomar a Tua cruz e Te seguir bem de perto.


Autor: William G. Johnsson

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