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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

“Ele não é pesado”

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Segunda-feira, 4 de janeiro

“Ele não é pesado”

Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Gálatas 6:2

Se você visitar a Cidade dos Meninos, fundada pelo padre Flanagan perto de Omaha, estado de Nebraska, verá uma estátua interessante, logo na entrada. O monumento representa dois meninos que um dia foram encontrados pelo padre. Um dos dois, com um sorriso radiante, carrega nas costas o outro, mais novo, que não pode andar. O padre perguntou ao mais velho se ele nunca se cansava de carregar seu companheiro. A resposta do menino é a memorável inscrição gravada na estátua: “Ele não é pesado; é meu irmão.”

A essência do cristianismo é o amor, expresso em palavras de ânimo, atos de bondade e ações caridosas. O amor sempre se revela em ações. O apóstolo João escreveu: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3:16). Jesus revelou Seu amor na cruz. Cada gota de sangue nos fala de um amor que vai até o limite.

À luz desse amor, depomos nossa vida em amor, derramando-a em sacrifício pelos outros. Na cruz, também nós nos entregamos. Entregamo-nos não apenas a Jesus em sacrifício, mas à vasta comunidade cristã, por meio do serviço. “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 470). “O amor não pode existir sem revelar-se em atos exteriores, assim como o fogo não pode ser mantido aceso sem combustível” (Ellen G. White, Testemunhos Para Igreja, v. 1, p. 695). “O dever tem um irmão gêmeo – o amor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 62).

O amor sem ação ou sem dever é mero sentimentalismo. O dever sem amor é enfadonho. É rígido legalismo. O amor de Cristo transbordando em nosso coração alcança as pessoas ao nosso redor com atos de bondade. Nossa maior alegria é sermos bênçãos para os outros. Levar seus fardos não é um jugo irritante; é uma oportunidade muito bem-vinda de servir. O serviço é um glorioso ministério quando andamos nas pegadas Daquele “que não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20:28)

Como o garoto da Cidade dos Meninos, digamos sobre nosso semelhante: “Ele não é pesado; é meu irmão.”

Mark A. Finley, 12/6/2006

sábado, 25 de janeiro de 2020

Carga Dividida

MEDITAÇÃO DIÁRIA

25 de janeiro
CARGA DIVIDIDA

 Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Gálatas 6:2

BO contexto desse conselho é específico quanto ao dever dos cristãos amadurecidos de restaurar irmãos que foram vencidos pelo pecado, compartilhando a carga de sofrimento e vergonha que os esmaga. Afinal, eles mesmos não estão imunes a essa infeliz experiência. Poucas coisas existem mais enganosas do que alguém pensar o contrário. Para a igreja da Galácia, inclinada ao legalismo, o conselho era muito oportuno.

Apesar de a palavra “carga” ser usada nesse contexto específico, ela é a tradução do termo grego bar?, que significa uma carga pesada, de qualquer tipo. Podemos, então, refletir sobre ela relacionando-a ao dever de ajudar nosso irmão a levar outras cargas, além do sofrimento resultante do fracasso espiritual.

O pecado imprimiu profundas marcas na natureza humana. Entre elas, está a limitação que as pessoas têm para lidar sozinhas com os altos e baixos da vida. Algumas reagem razoavelmente bem, outras nem tanto. Há sempre alguém enfrentando dificuldades envolvendo família, saúde, relacionamentos, necessidades materiais, planos fracassados, sentimento de rejeição, exigências do mundo competitivo em que vivemos, insegurança e temor. A nosso lado, alguém pode estar esperando uma palavra de ânimo e valorização. Deus quer nos usar como agentes que aliviem o peso dessas cargas. Não sejamos indiferentes.

No livro Vivendo Sem Máscaras, Charles Swindoll diz ter dialogado com um amigo recém-filiado a uma igreja. Tendo realçado aspectos positivos da nova experiência, o amigo fez esta ressalva: “A única coisa de que sinto falta é do velho companheirismo com os caras do grupo no barzinho da esquina. A gente ficava lá sentado, ria, contava casos, bebia e relaxava […]. Era maravilhoso! Mas hoje não tenho ninguém para contar meus problemas, para falar de meus erros. Não encontro ninguém na igreja que passe o braço no ombro da gente e pergunte: ‘Está tudo bem?’ Cara, a gente se sente muito sozinho ali” (p. 136).

Alguns detalhes da queixa são questionáveis, mas a essência é: Alguém pode estar sentindo falta de ajuda para levar suas cargas, justamente onde ela devia estar sobrando, ou seja, em qualquer lugar em que haja um discípulo de Cristo.

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” A lei de Cristo não é outra senão a lei do amor. Uma prova de que o amor de Deus flui através de nós é quando amorosamente ajudamos nosso irmão a levar suas cargas.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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