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domingo, 27 de julho de 2025

ARQUEOLOGIA E A BÍBLIA

Devocional Diário - Descobertas da fé

27 de julho

ARQUEOLOGIA E A BÍBLIA

Mas Jesus respondeu: “Eu afirmo a vocês que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.” Lucas 19:40


Como a arqueologia se relaciona com a história bíblica? Muitos não sabem, mas os achados arqueológicos são fragmentários. Grande parte da história antiga se perdeu, seja ela bíblica ou grega, por exemplo.

Não temos nenhuma prova da existência de Pitágoras, Platão ou Sócrates. Aqueles que questionam a existência de Salomão talvez não estejam cientes de que, apenas em 2014, foi achada a tumba de Senebkay, um poderoso faraó anteriormente desconhecido.

Sendo assim, como os arqueólogos afirmam a veracidade de um acontecimento? Além de contar com critérios historiográficos e epigráficos, a probabilidade de um testemunho textual é avaliada por meio de amostragem. Ou seja, que porcentagem do que ele diz foi confirmada?

Quando os institutos de pesquisa afirmam que um candidato receberia 57% dos votos válidos se a eleição fosse realizada naquele dia, por exemplo, é importante ressaltar que eles não entrevistaram 100% dos eleitores, mas apenas uma amostra deles. Mesmo assim, suas previsões se mostram, na maioria das vezes, corretas.

Com a arqueologia, é o mesmo princípio. Embora não tenhamos o controle estatístico sobre o que será encontrado, podemos ver se as descobertas confirmam o relato. A questão não é quanto da Bíblia já foi confirmado, mas se o que foi encontrado está contra ou a favor do que ela diz.

Normalmente, o que é usado para negar a Bíblia não é um achado que refuta diretamente o texto, mas a falta de provas que o confirmem. Por exemplo, a escassez de ossos de camelo encontrados em Canaã no período do Bronze levou alguns a sugerirem que esses animais ainda não
eram domesticados na região, logo Moisés teria errado quando inseriu camelos na história dos patriarcas.

No entanto, a ausência de evidência não é evidência da ausência. Durante muito tempo, a existência da Babilônia e do rei Nabucodonosor também foi questionada por respeitados acadêmicos europeus. Hoje, sabemos que todos estavam errados. Como o profeta disse: “A erva seca e as flores caem, mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre” (Is 40:8).

https://mais.cpb.com.br/meditacao/arqueologia-e-a-biblia/

domingo, 22 de junho de 2025

ARQUEOLOGIA E PROFECIA

 Devocional Diário - Descobertas da fé

22 de junho

ARQUEOLOGIA E PROFECIA

Quanto a você, Daniel, encerre as palavras e sele o livro, até o tempo do fim. Muitos correrão de um lado para outro, e o saber se multiplicará. Daniel 12:4


Essa passagem foi interpretada por muito tempo como uma referência ao avanço da tecnologia. Tanto que antigas versões diziam: “E a ciência se multiplicará.” Francis Bacon, considerado o pai do método científico, chegou a usar esse texto no prefácio do Novum Organum, uma obra publicada em 1620 que se tornou um marco na história da ciência.

No entanto, existe outra explicação, que não anula a primeira, mas se harmoniza melhor com o contexto. A expressão traduzida como “correrão de um lado para outro” é usada em outras passagens com o sentido de “percorrer uma superfície”. No caso de Daniel, isso sugere que muitos correriam de um lado para outro no livro, isto é, durante o tempo do fim, muitos iriam explorá-lo diligentemente, buscando compreendê-lo.

O “tempo do fim” refere-se a um curto período que antecede a volta de Jesus. Estudiosos da profecia entendem que ele começou em 1798. Especialmente a partir daí, o mundo seria despertado para as profecias de Daniel.

Curiosamente, até aquele ano, o contexto de Daniel era um profundo mistério. Até mesmo a existência de Nabucodonosor e da cidade de Babilônia era motivo de questionamento para muitos. Então, em 1799, um ano após o início do tempo do fim, algo extraordinário aconteceu.

Napoleão partiu para o Egito a fim de interceptar a rota dos ingleses, e o que foi uma derrota para a França tornou-se um ganho para o mundo acadêmico. Refiro-me ao achado da Pedra de Roseta, que hoje se encontra no Museu Britânico.

Esse fato abriu as portas para a arqueologia bíblica, pois foi a partir daí que estudiosos começaram a explorar o Oriente Médio, procurando entender melhor o contexto e a confirmação histórica das Escrituras. Depois do Egito, exploradores seguiram para escavar a Palestina e a Mesopotâmia, onde descobriram a cidade perdida da Babilônia, decifraram sua escrita e conheceram mais de perto o ambiente histórico de Daniel.

É incrível como as profecias se cumprem no tempo exato e da maneira como foram preditas. Se a Bíblia acertou ao prever os acontecimentos ao longo da história, certamente acertará em relação ao que ainda está por vir.

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