domingo, 24 de março de 2024

Isso

 Devocional Diário

Isso

Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão. Êxodo 20:7, ARA

Desde pequenos aprendemos a respeitar o nome de Deus, pois isso é da maior importância. Os judeus levavam esse mandamento tão a sério que sequer mencionavam o nome divino. Na Idade Média, no meio cristão, a blasfêmia era castigada com penas graves. Se alguém afirmasse que Deus não é justo ou mencionasse Seu nome com raiva ou desprezo, podia acabar com a língua perfurada. Nos dias de hoje, existem outras formas de banalizar o nome do Senhor e são mais comuns do que você imagina.

Quando (erradamente) isolamos uma pessoa da nossa vida, de forma inconsciente deixamos de mencionar seu nome quando nos referimos a ela. Por exemplo: ficamos magoados por alguma coisa que alguém nos fez e dizemos: “Com essa pessoa eu não falo nunca mais.” Em nenhum momento pronunciamos o nome dela. Devo dizer que, com frequência, o mesmo ocorre com o nome de Deus. Utilizamos formas aparentemente religiosas, mas que afastam o Deus pessoal de nossa vida. Preste atenção nas letras de muitas canções religiosas atuais e verá que isso acontece muito.

Inúmeras vezes falamos de Deus como se Ele não estivesse presente, como se não estivesse compartilhando o momento conosco. Entendo que Ele deve ficar muito incomodado e queira dizer: “O que é isso? Eu estou aqui; sou Deus!” Uma variante dessa situação é falar de Deus como se Ele fosse um conceito abstrato ou uma coisa. O famoso pensador Martin Buber dizia que nos relacionamos com o Senhor como se Ele fosse “isso”, um objeto, quando deveríamos dialogar com Ele como “Tu”, uma Pessoa. Que belo conceito!

A variante que mais me incomoda é a que tem a ver com a linguagem pomposa que usamos quando falamos com Ele em público. Parece que certas orações não são pronunciadas para Ele, mas para os membros da Academia Brasileira de Letras. São frases artificiais, exageradamente retumbantes, que só afagam nosso ego. Não é assim que falamos com alguém que amamos. Aquilo é superficial.
Deus é uma Pessoa (Jeová é Seu nome pessoal); Ele deseja ter uma relação próxima conosco e merece que O levemos a sério. Se você, de fato, ama a Deus, respeite-O e, acima de tudo, ame-O de todo o coração.

Vislumbres da eternidade
24 de março
https://mais.cpb.com.br/meditacao/isso/
•••

Nenhum comentário:

Palavras caducas e palavras perenes

  Devocional Diária Palavras caducas e palavras perenes “Os lábios que falam a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa desapa...