segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Estrada Para A Glória

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

05 de outubro

Estrada Para A Glória

Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam. 1 Pedro 2:10, NVI

Desde o início, por intermédio de Moisés, o Deus de toda graça havia deixado bem clara para Israel a razão de Sua escolha para representá-Lo diante das outras nações: “Não teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais” (Dt 7:7, 8). Esse era um lembrete oportuno e necessário.

Os israelitas deveriam se lembrar de que todo privilégio e dignidade que lhes fora atribuído não eram devidos a méritos inerentes a eles mesmos, mas ao fato de o Senhor Se haver identificado com Israel em Sua infinita graça, bem como à fidelidade divina à aliança firmada com seus antepassados. A escolha tinha propósito missionário diante de outros povos.

Por intermédio de Isaías, Ele os lembrou de onde foram tirados: “Olhem para a rocha de onde foram cortados e para a caverna do poço de que foram cavados” (Is 51:1, NVI). Estes dois símbolos, “rocha” e “caverna”, apontavam para a origem da nação: “Pensem no seu antepassado Abraão e em Sara, de quem vocês são descendentes” (v. 2; NTLH). Impossibilitados de gerar filhos, o marido e a mulher idosos dependiam da interferência divina para o cumprimento da promessa feita ao patriarca: “Farei de você um grande povo” (Gn 12:2, NVI). E assim foi.

Ao se dirigir ao novo Israel espiritual de Deus, agora acrescido dos cristãos gentios, o apóstolo Pedro ressaltou o lembrete: “Antes vocês nem sequer eram povo” (1Pe 2:10, NVI); mas, agora, por haverem se deixado alcançar pela graça e misericórdia do Pai, tornaram-se povo Dele. Não havia nenhuma razão especial, nenhum merecimento inerente aos escolhidos, a não ser a indignidade dos alcançados.

A verdade implícita nesses textos não se limita ao âmbito corporativo da igreja, mas de cada cristão individualmente. Parafraseando Albert Barnes, Deus nos encontra como pedras brutas, blocos ásperos tirados da pedreira, escolhe-nos, molda-nos e nos instala em Seu templo espiritual, a fim de chamarmos atenção do mundo para Suas maravilhas (1Pe 2:9). Foi assim com Moisés, Jacó, Elias, Raabe, Tomé, Paulo e Pedro. É assim comigo e com você! Esqueça seus títulos, sua condição socioeconômica e acadêmica, seu status na igreja ou fora dela. Considere simplesmente a graça! Afinal, ela é o caminho pelo qual Deus nos conduz à verdadeira glória.

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