sábado, 4 de julho de 2020

Lembrados Para Sempre

MEDITAÇÃO DIÁRIA
4 de julho
Lembrados Para Sempre

Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei. Isaías 49:16

Memória Autobiográfica Altamente Superior (HSAM, sigla em inglês), hipertimesia ou síndrome da supermemória são nomes que identificam um distúrbio raríssimo que leva seus portadores a se lembrar, com riqueza de detalhes, de quase tudo o que ocorreu na vida deles. O norte-americano Robert Petrella, por exemplo, consegue fixar na mente todos os números de telefones gravados no celular. Se olhar a fotografia de apenas um lance de uma partida disputada por seu time de futebol americano favorito, Petrella consegue precisar a data em que o jogo foi realizado e o placar, mesmo depois de muito tempo. Desde 1980, Jill Price, a primeira pessoa diagnosticada com essa síndrome, conseguia se lembrar do que lhe aconteceu todos os dias.

Evidentemente não se trata de algo normal, e os portadores da síndrome têm sua cota de sofrimento. O comum é nos esquecermos de alguns fatos, pessoas, experiências e situações que ficaram para trás em nossa jornada. Esquecer é humano; porém, temos à nossa disposição os benefícios de uma supermemória, absolutamente infalível, que não é a nossa nem é distúrbio. Trata-se da memória de Deus, na qual o aplicativo da graça deleta nossa maldade (Is 45:23) e, ao mesmo tempo, grava para sempre nossa identidade.

Podemos ser esquecidos pelas pessoas, assim como também podemos nos esquecer delas, mas não existe nada capaz de fazer com que Deus Se esqueça de nós. Quando cai o pano, fechando o palco de nossa vida, ou mesmo antes disso, amigos, colegas de trabalho e até familiares podem se esquecer de nós. Deus não. Assim como fez ao povo de Israel nos dias de Isaías, O Senhor nos assegura hoje: “Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei” (Is 49:16). Nas palavras de Siegfried Schwantes, “as marcas dos cravos nas mãos de Cristo constituem uma garantia perene de que nenhum crente que depositou sua esperança em Deus será esquecido” (Revista Adventista, abr/2000, p. 10).

Sentindo a vida esvair-se, agarrando-se à última chance de salvação, o ladrão na cruz suplicou: “Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino” (Lc 23:42). De fato, esse pedido traduz o desejo de todos nós. Não existe nada mais confortador do que a certeza de estarmos presentes na memória do Cristo glorificado. A promessa feita ao ladrão convertido chega a cada um de nós: “Estarás Comigo no paraíso” (Lc 23:43). Podemos ter certeza disso. Agora e em Sua glória, Ele não Se esquece de nós.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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