segunda-feira, 29 de junho de 2020

Joio e Trigo

MEDITAÇÃO DIÁRIA 

29 de Junho
Joio e Trigo

O reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto todos dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Mateus 13:24, 25

Trigo e joio, plantas da família das gramíneas, podem crescer juntas na mesma plantação, dificultando a identificação por parte de quem não esteja familiarizado com elas. Segundo especialistas, as diferenças não são notadas até a frutificação. Elas se tornam acentuadas, à medida que as duas plantas vão amadurecendo. Das palavras de Cristo, ao enunciar a parábola, podemos concluir que um agricultor inteligente ou bem-intencionado não lançaria no solo as duas sementes juntas. À pergunta dos servos: “Donde vem, pois, o joio?”, o senhor da parábola respondeu: “Um inimigo fez isso” (Mt 13:27, 28).

A cor do trigo assume tons amarelos, ao passo que o joio continua verde. O trigo se forma em pendão, enquanto o joio se esparrama, desfigurando-se. A raiz do trigo cresce para baixo; a do joio se espalha entre as outras raízes. Os frutos do trigo surgem de dentro para fora, em cachos ordenados. O joio frutifica bolotas inúteis que caem dos ramos antes de amadurecer. Embora não se saiba ao certo a utilidade do joio, conhecemos o valor do trigo: rico em nutrientes na sua condição integral, é a base do mais conhecido alimento: o pão. Se o joio tem algum propósito, esse é o de confundir para destruir. Não é sem razão que foi semeado por um inimigo. Misturado às plantações de trigo, tem os grãos invadidos pelo fungo Chaetomium kunzeanum, que o torna venenoso.

Simbolizados na parábola como “a boa semente”, os cristãos genuínos são nascidos da Palavra de Deus. Jesus é o Semeador, a quem foram convertidos pelo Espírito Santo. Nele enraizados, germinam e crescem sob o orvalho da graça, amadurecem e produzem frutos ou virtudes cristãs que se multiplicam e abençoam os semelhantes. Em contraste, está o joio, cristãos nominais, escravos das formas, desprovidos de conteúdo aproveitável. Personificam falsos princípios, escondem enganos e espalham o parasita da discórdia.

Cristo deixou claro que, enquanto durar o tempo de oportunidade oferecido pela graça, trigo e joio coexistirão. Julgá-los e separá-los, porém, não nos compete, pois em nossa limitação corremos o perigo de arrancar os dois. Esse trabalho pertence unicamente a Deus, que conhece os verdadeiros motivos do coração. Muitos que, em nossa avaliação parcial, consideramos casos perdidos estarão no Reino. Na botânica é impossível. Mas, na seara espiritual, quem disse que a graça não pode transformar joio em trigo?

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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