quinta-feira, 18 de junho de 2020

A VIAGEM É LONGA

MEDITAÇÃO DIÁRIA

18 DE JUNHO
A VIAGEM É LONGA 

Voltou segunda vez o anjo do Senhor, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo. 1 Reis 19:7

É possível que você tenha vivido situações nas quais pensou ter chegado ao limite de suas forças emocionais. Talvez, tenha-se imaginado trilhando um caminho ou fazendo uma viagem sem perspectivas de chegada a um destino seguro. Pensou em retroceder ou desistir, cansado de lutar e andar em círculos. Mas você se lembrou de que não é a única pessoa a lutar com esses sentimentos e que os heróis da Bíblia também os tiveram. Um desses heróis foi Elias.

Depois de desafiar e vencer pelo poder de Deus os profetas e adoradores de Baal no monte Carmelo, a chuva voltou a abençoar o solo israelita. Mas Elias mais uma vez foi alvo da ira de Jezabel. Conhecedora dos feitos do profeta, ela prometeu matá-lo em 24 horas. Temeroso, Elias deixou seu servo assistente, dirigiu-se ao deserto, caminhou solitário durante um dia e, finalmente, exausto e faminto, sentou-se à sombra de uma árvore, pedindo a morte. Precisamos ter em mente que, apesar de ser um homem de Deus, Elias era semelhante a cada um de nós (Tg 5:17). Isso nos diz que, diante das provas, não devemos nos sentir descartados dos planos do Senhor.

Aliás, a experiência de Charles Spurgeon sugere que não apenas diante das provas, mas diante de desafios positivos, podemos sentir nossa nulidade e ainda ser usados por Deus. Ele confessou: “Os momentos mais favoráveis aos ataques de depressão, até onde experimentei, podem ser resumidos em poucas linhas. O primeiro é o momento do grande sucesso. [...] Excesso de alegria ou excitação leva a uma subsequente depressão. Durante a prova, a força é igual à necessidade; mas quando ela termina, a fraqueza natural clama pelo direito de se mostrar. [...] Antes de qualquer grande feito, algum grau de depressão é bastante comum. Essa foi minha experiência em meu primeiro pastorado em Londres. [...] Quem era eu para liderar tamanha multidão?” (em Charles Swindoll, Elias, Um Homem de Heroísmo e Humildade, p. 134, 135). Spurgeon, porém, foi grandemente usado por Deus.

Foi no ponto máximo de abatimento que o anjo do Senhor apareceu a Elias, mas não para recriminá-lo. Proveu suas necessidades e o animou a prosseguir. Ainda não era o fim. Havia mais a ser feito, e ele tinha lugar no plano divino. Caso sejamos surpreendidos hoje vivendo a mesma experiência de Elias, tenhamos em mente que isso não precisa representar o fim de nossa história. Deus ainda conta com você e comigo. Ele nos erguerá.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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