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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Jó 18 COMENTÁRIOS Pr. Heber Toth Armi

Jó 18
COMENTÁRIOS Pr. Heber Toth Armi

As acirradas acusações de mais de uma pessoa faz o acusado perverter sua autoimagem. Esse alvo tinham os amigos de Jó ao pronunciar suas preleções analíticas sobre ele.

Veja bem, Jó enfrentava as consequentes descrições que Bildade fez do ser humano perverso:

• Calamidades lhe sobrevieram famintas e a miséria estava alerta ao seu lado (v. 12);

• Ele foi arrancado de seu lar confortante e levado ao rei dos terrores (v. 13);

• Seus queridos se afastaram como se em sua casa tivesse enxofre (v. 14);

• Seus dez filhos morreram, não ficou nenhum descendente em suas moradas (v. 19);

• Os amigos que vieram de longe se espantaram e foram tomados de terror calando-se por 7 dias ao encontraram-no em sua situação caótica e deprimente (v. 20).

Bildade fez aplicação direta de seu “sermão”: “Tais são, na verdade, as moradas do perverso, e este é o paradeiro do que não conhece a Deus”. Nem precisa ser bom intérprete para sintetizar o que Bildade cria: Jó era um perverso que não conhecia a Deus.

Para provar isto, Bildade elaborou seus argumentos sobre o perverso com grande critério e sabedoria retórica e didática desde a introdução de sua fala (vs. 1-11), na qual incluiu profecias pessimistas (vs. 16-18), direcionando tudo a Jó com maestria. No final afirmou ter apresentado a verdade (v. 21).

Enquanto Bildade preparava sermões o justo Jó – classificado por ele como perverso, Jó elevava a Deus a mais sincera das orações. Observe atentamente esta citação de Jean-Nicolas Grou: “Deixemos nosso sofrimento ser carregado por Deus. Sofra com submissão e paciência em Jesus, e você terá oferecido a mais excelente oração”.

Enfim, que dizer daqueles que agem como Bildade? Esses são...

• amigos que prezam pela própria vaidade, defendem com maestria seus pontos de vistas aparentando ser possuidor de sabedoria; entretanto, são desprovidos do verdadeiro amor pelos sofredores.

• rápidos em fazer análises, comparações, poesias retóricas e profecias teóricas, baseando-se em fatos visíveis; contudo, não dão a mínima para o desabafo dos aflitos.

• temerosos em ser desmascarados em suas tolices e conceitos falhos, consequentemente, tornam-se arrogantes e ferinos em seus fortes argumentos lógicos.

• orgulhosamente religiosos, defendem a Deus e Sua intolerância à injustiça, mas suas aplicações são absolutamente equivocadas.

Deus nos livre de sermos amigos como Bildade! – Heber Toth Armí

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Jó 17 – Comentários Pr Heber Toth Armí

Jó 17 – 

Comentários Pr Heber Toth Armí

Temos dificuldades em reconciliar o amor de Deus com o sofrimento de Seus filhos aqui neste mundo. Também, quando o assunto é sofrimento parece que temos dificuldades em compreender o poder de Deus. Isso porque cremos que, se Deus ama, Seus filhos não deveriam sofrer; se Deus é poderoso, deveria livrar-nos do sofrimento.

O livro de Jó quebra com nossos conceitos pré-formados sobre Deus. Ao estudar os diálogos de Jó com seus amigos considerando toda informação do contexto do livro, nossa interpretação sobre Deus alcança níveis nunca antes alcançados.

Antes de avançar, reflita no que escreveu Hernandes Dias Lopes:

“É bem verdade que ninguém compreendeu a saga de Jó. Satanás estava errado porque pensou que um homem não poderia amar a Deus mais do que o dinheiro, à família e à própria vida. A mulher de Jó estava errada porque pensou que Deus não pode ser adorado no sofrimento. Os amigos de Jó estavam errados porque pensaram que Jó estava sofrendo por algum pecado cometido. Jó estava errado porque pensou que Deus que Deus o afligira sem causa”.

Nossas interpretações serão sempre equivocadas sem a interpretação que Deus dá para toda e qualquer situação.

• O destino traçado pelo sofrimento só apresenta a sepultura como “esperança” (v. 1). Entretanto, aquele que tem comunhão com Deus será levado a procurar esperança além da sepultura, solução para o desespero e esperança além da morte (vs. 13-16).

• O sofredor acusado injustamente anseia por um auxiliador (vs. 2-3) e avança ciente da sua justiça, preservando seus princípios na caminhada da vida (v. 9).

• Emoções negativas cegam ao sofredor diante da dor; por isso, suas interpretações sobre si mesmo, sobre seu mundo e sobre Deus são confusas (vs. 4-8); porém, com oração é possível distinguir a falsa sabedoria da verdadeira sabedoria, mesmo quando se anela entender muito mais (vs. 10-12).

Jó é exemplo de pessoas transparentes na oração. Em sua época, a revelação da Bíblia estava no alvorecer, ele ansiava pela esperança que nós temos. Apesar do desespero em que se encontrava, a sepultura foi seu estímulo para procurar esperança!

Substitua poesias de morte por profecias de vida: Valorize a esperança depositada por Jesus em nosso coração!

Não temos muito que esperar deste mundo, esperemos em Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Jó 16 Comentários Pr Heber Toth Armí

Jó 16 

Comentários Pr Heber Toth Armí

Dentre tantas incertezas nesta vida, algumas certezas são possíveis. Primeiramente, Deus ouve nosso clamor, atende nossas orações. Também, a Bíblia é a revelação para o pecador de um Deus cheio de amor. Finalmente, Deus, somente Deus, poderá ser fonte segura de consolo real para nossos infortúnios.

Uma das coisas que fica claro neste capítulo é que a visão humana, por mais longe que enxergue, sempre será limitada em relação à visão divina. Sim, por mais inteligentes que sejamos, certamente muitas coisas que nos acontecem serão mistérios, não teremos explicação satisfatória.

Desta forma, a Bíblia deixa explícito que, sem comunhão real e íntima com Deus e dependência absoluta do Espírito Santo, qualquer ser humano fala coisas estúpidas e demonstra insensibilidade a mudanças de pensamentos e à dor do próximo (vs. 1-6).
• A mente se cauteriza quando se acomoda encima do orgulho e do preconceito.

Assim como Jó, Jesus teve de lidar com pessoas de corações duros. Os fariseus e seus preconceitos foram contrastados por Jesus e Seus conceitos. Estes se acham no direito de machucar e humilhar aos bons como se fossem maus (v. 10).
• Nem mesmo Jesus consegue mudar mentes fechadas para novas revelações da verdade.

Todavia, assim como Jó e Jesus, precisamos apresentar claramente a verdade mesmo aos insensíveis a ela! Contudo, até mesmo religiosos como Jó podem ter opinião equivocada sobre Deus.

1. Será que Deus destrói mesmo nossas famílias? (v. 7);
2. Será que Deus age para nos prejudicar? (v. 8);
3. Será que Deus nos despedaça e ameaça com acusação ao justo? (v. 9);
4. Será que Deus entrega os justos nas mãos dos ímpios para sofrer na desgraça? (vs. 11-14).

Deus alcança propósitos positivos com tantas coisas negativas (vs. 15-17); também é possível agir corretamente quando tudo conspira contra nós (vs. 18-22) – se buscarmos a Deus.

Ao falar com Deus elevamo-nos a um patamar que nunca se alcança sem comunhão com Ele. A oração é o trampolim para a confiança no Deus da aliança. A oração nos faz enxergar mais longe do que os mais visionários ateus.

A mente sensibilizada, quando se expande com a oração, se abre para novas revelações, avança para altos picos de esperança e alcança níveis de compreensão acima do normal. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Jó 15 COMENTÁRIOS Pr. Heber Toth Armi

Jó 15
COMENTÁRIOS Pr. Heber Toth Armi

No capítulo anterior, Jó havia deixado seus amigos de lado e voltado para Deus em oração, em busca de consolo relevante, concreto e restaurador. Jó é exemplo de um ser humano de oração. Além disso, Jó é um ícone na Bíblia e na história de que, doenças, prejuízos, miséria e crises não são sinônimos de deficiências da fé em Deus ou, consequências diretas de algum pecado pessoal. Finalmente, Jó prova que, mesmo perdendo todos os recursos, inclusive família e saúde, é possível a um ser humano ser fiel a Deus.

Apesar disso, os amigos de Jó não mudavam suas opiniões. Agora, na segunda rodada de discursos, Elifaz provoca novamente a Jó por ser uma ameaça para suas crenças. Matthew Henry esboça sua fala em três tópicos, como segue:

1. Elifaz repreende a Jó por se justificar, e o responsabiliza por muitas coisas más que são, injustamente, deduzidas disto (vs. 1-13);

2. Elifaz persuade Jó a se humilhar perante Deus e se envergonhar (vs. 14-16);

3. Elifaz faz a Jó uma longa preleção a respeito do lamentável estado dos ímpios, que endurecem seus corações contra Deus e os juízos que são preparados para eles (vs. 17-35).
Elifaz prova que, sem discernimento espiritual faz até mesmo os sábios dizerem coisas equivocadas ou aplicar verdades de forma errada. Qualquer apologética baseada em fontes de sabedoria humana está fadada ao erro.

“Elifaz não apenas ouviu as palavras de Jó, mas viu para onde elas levavam [v. 4]. Se todo mundo cresse, como Jó, que Deus nem sempre castiga os perversos e recompensa os justos, então que motivo haveria para obedecer a Deus? A religião não valeria a pena! Mas essa é a teologia do diabo, justamente aquilo que Deus estava refutando por meio de Jó”, diz Warren Wiersbe.

Reflita, decore: “Se as pessoas servem a Deus pensando apenas no que irão ganhar com isso, na verdade não estão servindo a Deus coisa nenhuma, estão apenas servindo a si mesmas e colocando Deus a seu serviço” (Wiersbe).

• Quando não dependemos de Deus para elaborarmos nossos conceitos (filosofias e doutrinas), podemos distorcer o caráter de Deus e favorecer a obra do diabo. Nossa interpretação, julgamento e preconceitos podem ser os obstáculos para a aceitação da verdade.

Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Jó 14 Comentários Pr. Heber Toth Armí

Jó 14

Comentários Pr. Heber Toth Armí

Você já ouviu o famoso adágio popular: “Pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder”? Pois bem, Jó orava bastante antes de lhe sobrevir tanto sofrimento, mas não ficou blindado contra os ataques do mal. Jó intensificou suas orações desde o inicio de seus sofrimentos, mas o tempo passava e nada acontecia!


Reflita: Em Ester, o livro que antecede Jó, Deus não é mencionado; parece distante! Contudo, ficou claro que embora pareça que Ele esteja ausente, está sempre presente agindo nos bastidores de forma imperceptível. Em Jó, Deus aparece no início do livro e depois parece ausentar-se e deixar a história do mundo rolar desnorteadamente e os sofredores tateando no escuro por algum vislumbre de Sua divindade. Entretanto, Ele está observando o desenrolar de cada detalhe e interfere ativa e visivelmente no final; de forma tão impactante quanto em Ester.


Juntando a teologia dos dois livros, é possível ampliar nossa percepção de Deus. Ainda que pareça que Deus esqueceu-Se do mundo e de Seus filhos, na hora certa Ele agirá em prol deles e os libertará da aflição. Veja também Êxodo 2:23-25 e Apocalipse capítulos 13 a 19.


Por enquanto, voltemos ao clamor de Jó no capítulo em questão, onde podemos nos encontrar enquanto aguardamos a hora de Deus intervir em nosso favor. Neste capítulo Jó...


• ...avalia sua debilidade, fragilidade e mortalidade como uma triste fatalidade (vs. 1-12);
• ...medita na doutrina da ressurreição e cogita na possibilidade de ser melhor morrer para descansar até o dia da ressurreição (vs. 13-17);
• ...perde a clareza doutrinária pela densidade da tristeza, angústia e sofrimento que está enfrentando e parece ser tomado por desesperança (vs. 18-22).


Foi dureza o sofrimento experimentado por Jó; contudo, mergulhado em incertezas, ele preza pela oração ao Deus que controla a natureza.


Reflita em oração: Ainda que...• ...falemos coisas tão infantis ou imbecis a Deus, é melhor orar do que não orar!
• ...nossa oração tenha falhas doutrinárias, é melhor orar do que não orar!
• ...pareça que não seremos atendidos, é melhor orar do que não orar!


Com quem desabafar abertamente se até nossos amigos nos condenam? Só Deus conhece o íntimo de nosso coração e mesmo assim nos ama e nos entende. Então, vamos desabafar com Ele?





Hoje, viva com Deus! – Heber Toth Armí

domingo, 2 de outubro de 2016

Jó 13 – COMENTÁRIOS Pr. Heber Toth Armí

Jó 13 –
COMENTÁRIOS Pr. Heber Toth Armí


Tem muitas coisas que sabemos, mas Jó não sabia. A revelação é gradativa. A Bíblia demorou aproximadamente 1600 anos para ser concluída. O livro de Jó foi o primeiro a ser inspirado pelo Espírito Santo neste mundo pecaminoso. Contudo, é possível que nossa fé não seja tão sólida como a de Jó. Isso é lamentável!

O que sabemos (ou deveríamos saber) que Jó não sabia? Dentre tantas coisas, observe esta reflexão oriunda da pena de Rodolfo Gorski:

“Quando aceitamos a Cristo como Salvador, não recebemos nenhuma apólice de seguro de saúde e de proteção contra os resultados do pecado neste mundo. Por isso, todos os cristãos estão sujeitos aos acidentes, às doenças e até à morte. Todavia, é gratificante notificar que, ao aceitarmos a Cristo e nEle permanecermos, Deus nos concede a apólice de vida eterna, com todas as garantias. Essa apólice vem autenticada pelo sangue do próprio autor da vida, Jesus Cristo”.

Também temos a história de Jó que nos ensina preciosas lições espirituais para fortalecer a nossa fé que ele, obviamente, não tinha. Neste capítulo, Jó continua seu discurso, do qual temos:

• Ele falando com seus amigos. Indignado, em meio à dor e aos ataques ferinos da parte deles, Jó declarou que falaria com Deus; pois, não adiantava nada falar com eles, era pior ouvir suas palavras que seu silêncio (vs. 1-5). Assim como os amigos de Jó, na hora de ajudar um amigo na dor, muitos agem como charlatões, como médicos que dão receitas erradas, ou como advogados fraudulentos (vs. 6-12).

• Ele expressa esperança antes de dirigir-se diretamente a Deus. Mesmo sofrendo, Jó tem certeza da existência de Deus . Ele não tem medo de Deus, mas confiança. Em meio a mais terrível dor, Jó se rende ao Senhor antes de falar com Ele (vs. 13-19). É lamentável que, mesmo possuindo muito mais informações reveladas, nossa fé pode nem chegar perto da confiança de Jó em Deus.

• Ao orar a Deus, Jó Lhe faz dois pedidos (vs. 20-28):

1. Tira de mim as aflições.
2. Fala comigo para que eu possa responder.

Como Jó, em meio ao sofrimento precisamos aprender a fugir para Deus, não a fugir dEle. Por que afastar-se de Deus, se Ele é nossa única esperança? – Heber Toth Armí


sábado, 1 de outubro de 2016

Jó 12 Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Jó 12

Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Três contra um! Um trio irredutível em seus argumentos mesmo diante de provas contundentes. Jó e suas declarações eram as provas de que os justos sofrem, contra os argumentos de que o sofrimento era punição aos pecadores impenitentes. Que desafio para Jó!

É normal o abandono até dos amigos quando se perde tudo (Lucas 15:11-16). Mesmo que muitos abandonaram a Jó, seus amigos estavam com ele. Embora eles não fossem compreensivos, a fidelidade de Jó a Deus se fortalecia.

• Apesar dos pesares, o sofrimento extrai de nós muitas coisas boas.
Jó vasculhou fundo em sua mente visando encontrar respostas aos seus confrontadores. Isso é positivo! O ferro afia o ferro assim como relacionamentos influenciam no desenvolvimento do caráter. Não importa o tipo de amigo, no relacionamento, o fiel servo de Deus amadurecerá seu caráter. Com fé em Deus e atitude positiva é possível crescer/aprender até mesmo nas condições mais negativas.

• Jó mostra aos amigos que supõem-se mais sábios que é universal a suposta sabedoria mais elevada deles; suas verdades filosofadas não eram nenhuma novidade para ele (vs. 1-3).

• Jó intentava mostrar que, a crença tradicional na teologia da retribuição não condizia com os fatos. Nem todo sofrimento vem por algum pecado cometido. Em outras palavras, as provas indicavam o contrário da crença popular, que inclusive parece que Jó era adepto (vs. 4-6).

• Jó mostra que o conhecimento é universal, a natureza ensina muitas verdades aos que param para observá-la atentamente. A sabedoria natural é acessível a todos, mas a sobrenatural é exclusiva de Deus (vs. 7-13).

• Jó, em sua ignorância ao tema do grande conflito – entre um Satanás poderoso, agente do mal, e um Deus Todo-poderoso agente do bem – enfatiza aspectos negativos da criação/natureza relacionados com Deus. Sua teologia é confusa (vs. 14-25).

Como alguém na escuridão buscando luz, a pressão psicológica dos amigos de Jó o fez procurar por saída, solução e explicação. A falta de compreensão do grande conflito impede até os mais sábios de entender sua história e seu mundo.

• O causador do mal é Satanás; Deus só investe no bem!
• O destruidor é Satanás; Deus é o Criador!

Desconsiderar a existência de Satanás leva a interpretações equivocadas do caráter de Deus!

Como Jó, muitas pessoas carecem destas verdades... 

Salmos 77 Comentário

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