sábado, 10 de fevereiro de 2024

Jeremias 13 Comentário

  Lendo a Bíblia de Gênesis a Apocalipse

Leitura Bíblica – Jeremias 13
Comentário: Pr. Heber Toth Armí


JEREMIAS 13 – Nem sempre, mas às vezes os profetas falam de si mesmos. Quando o fazem, qual é a razão?

Antes de responder à pergunta, considere o capítulo em questão:

• A primeira parte é uma dramatização, representada por ações simbólicas do profeta (Jeremias 13:1-11
• A segunda parte acrescenta a jarra de vinho à parábola dramatizada do sinto (Jeremias 13:12-14)
• A quarta parte aborda claramente o orgulho e queda de Judá, o povo de Deus (Jeremias 13:15-17).
• Finalmente, o texto trata das fraldas do povo de Deus (Jeremias 13:18-27).

A encenação no início do capítulo visa impactar os ouvintes. O comentário da Bíblia Paulinas destaca que “o relato autobiográfico descreve uma ação simbólica em três etapas: Uma tríplice ordem (vs. 1, 3-4, 6), a tríplice execução da ordem (vs. 2, 5, 7) e a interpretação (vs. 9-10)”.

Ao receber a interpretação divina, ficou claro a Jeremias que da mesma forma que o cinto tornou-se podre e inútil pelo contato com a água do Eufrates, o orgulho de Seu povo (Judá) os tornou podres e imprestáveis para Deus.

• O problema do povo do passado pode ser o mesmo do povo atualmente: Não escutar a Deus (Jeremias 13:9-11).

A visão do jarro de vinho também revela a triste situação desastrosa do povo de Deus, assim como “a remoção das ‘fraldas’ [do povo] era uma indicação de profunda degradação”. Porém, a realidade mais chocante deveria ser o choro de Jeremias (13:17). “O profeta expressa sua afetuosa consideração e profundo amor por seu povo”, salienta o Comentário Bíblico Adventista.

O profeta chorando ilustra o choro do próprio Deus, que chora por Seu povo. Observe que, em Jeremias 13:27, “a parte final do versículo apresenta a acariciada esperança do Senhor quanto à reforma espiritual dos israelitas. A terminologia sugere uma esperança tingida com desespero melancólico por causa do rumo persistente do povo” (CBASD).

• Infelizmente, a esperança de Deus por nossa reforma espiritual é uma luz frágil em meio à escuridão de nossas próprias escolhas (Jeremias 13:23).
• Contudo, em um mundo de ilusão, egoísmo, orgulho e arrogância, Deus anseia ver uma profunda mudança em nosso coração (Jeremias 13:16, 18, 27).

Somente quando reconhecemos a profundidade de nosso afastamento de Deus podemos começar a apreciar verdadeiramente Sua esperança por nossa restauração. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.

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