quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Sem Desculpas na Confissão

 MEDITAÇÃO DIÁRIA 

Quinta-feira - 12 de agosto

SEM DESCULPAS NA CONFISSÃO

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9

Unicamente quando experimentamos genuíno arrependimento podemos fazer uma confissão genuína. Talvez uma das melhores maneiras de provar a genuinidade de uma confissão seja verificar se é ou não acrescentada alguma desculpa a essa confissão. Se vou até você e digo: “Gostaria de pedir que me perdoe. Lamento ter mentido a seu respeito. Se você não fosse tão mau, eu não teria mentido de modo algum.” Caso algo assim ocorra, está claro que meu arrependimento não é genuíno!

O problema da justificação própria começou no Éden. Adão culpou Eva pelos problemas dele, e Eva culpou a serpente. O texto inspirado diz: “Quando o pecado embota as percepções morais, o transgressor já não discerne os defeitos de seu caráter, nem reconhece a enormidade do mal que cometeu; e a menos que se renda ao poder persuasivo do Espírito Santo, permanece em parcial cegueira quanto aos seus pecados. “Quando o pecado amortece as percepções morais, o transgressor não discerne os defeitos do seu caráter nem percebe a gravidade do mal cometido. A menos que aceite o poder persuasivo do Espírito Santo, ele permanece parcialmente cego em relação ao seu pecado. […] A cada culpa reconhecida, acrescenta um pedido de desculpas pelo que fez” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 39). A verdadeira confissão não apresenta desculpas; resulta em reforma.

Não há possibilidade alguma de haver genuína reforma à parte do arrependimento. Alguém já lhe recomendou que pedisse desculpas? Isso fez com que você sentisse tristeza pela falta cometida? Você já disse a alguma outra pessoa ou talvez a seus filhos: “Peça desculpas”? Isso foi importante para o arrependimento deles?

A menos que realmente estejamos arrependidos, nossas confissões serão inúteis e não produzirão reforma alguma. Todos sabemos por experiência própria que não podemos reformar a nós mesmos. Se obtivermos, porém, um vislumbre de Jesus e vermos Seu amor e longanimidade por nós, sentiremos autêntica tristeza pelo pecado.

Quando aceitamos a misericórdia e a compaixão de Jesus, Ele pode transmitir por nosso intermédio Sua misericórdia e compaixão a outros. Jesus é o único que pode nos dar paz.

Compreendendo o amor de Deus por nós e quanto sofrimento nossos pecados causaram ao Seu coração, ficaremos verdadeiramente arrependidos e pesarosos pelo que fizemos para ofendê-Lo. O resultado desse processo será a reforma de nossa vida.

Morris Venden, 27/5/1981

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