quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

O perigo da justiça própria

MEDITAÇÃO DIÁRIA

Quinta-feira, 4 de fevereiro

O perigo da justiça própria

Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. João 9:39

Jesus representou uma extraordinária inversão para muitos em Seus dias. Embora Sua mensagem tenha exercido apelo sobre alguns fariseus, e Ele tivesse alguns amigos entre eles, as narrativas dos evangelhos frequentemente apresentam Suas devastadoras advertências e críticas a essa classe, como no capítulo 23 do evangelho de Mateus. Os fariseus eram as celebridades religiosas dos dias de Cristo. Especialistas na arte de externalizar a religião, com o tempo eles passaram a ser identificados como hipócritas consumados. Mas, em última análise, os fariseus representam não o pior, mas o “melhor” que o homem pode alcançar em sua justiça própria, independentemente de Deus.

É fácil para o leitor moderno aplaudir a severa repreensão de Cristo aos fariseus, e, sem perceber, tornar-se vítima da mesma atitude deles. Como certo professor de uma escola cristã que, depois de contar a parábola do fariseu e do coletor de impostos, disse às crianças de sua classe, ao concluir: “Bem, crianças, agora vamos inclinar a cabeça e agradecer a Deus porque nós não somos como o fariseu.” Facilmente podemos pensar que nós “não somos como o fariseu”, ou como aquele professor. Assim é a condição infecciosa e enganadora do orgulho espiritual em todos nós.

Por outro lado, “publicanos” modernos podem se julgar superiores, criticando e desprezando os outros pelo rigor e conservadorismo deles, orando mais ou menos assim: “Graças te dou, ó Deus, porque eu sou livre da obediência da Tua lei, ou de qualquer outra norma.” Nesse caso, eles são apenas objetos de outro tipo de engano. Tenho visto acalorados debates entre “conservadores” e “liberais” na igreja. Mas, no fundo, eles são iguais, e vítimas do mesmo pecado: o orgulho. Cada grupo tem o próprio método para agradar a Deus. Os “conservadores” sabem que o método é fazer. Os “liberais” pensam que nada têm a fazer, e julgam que, por isso, são livres da obediência e do compromisso.

Devemos lembrar que Jesus não condena ou salva classes: fariseus, os “bandidos”, ou publicanos, os “mocinhos”. Ele alcança pessoas que reconhecem sua condição e humildemente se deixam alcançar por Sua graça.

Amin A. Rodor, 16/9/2014

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