terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Além da angústia

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

8 de dezembro

Além da angústia

Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do Teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Daniel 12:1

Essa não é a única vez em que as Escrituras mencionam um “tempo de angústia” para a igreja e para as nações, antes do desfecho da história do mundo. Em Mateus 24, Jesus descreveu o cenário do mundo para aquela ocasião: “Haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido nem jamais haverá” (v. 21). E falou de guerras, terremotos, fomes, calamidades naturais, perseguição e ódio contra Seus discípulos. No Apocalipse, João relatou imagens de perseguições promovidas por uma confederação de poderes representados por uma besta que planeja a destruição de todos quantos não a adorarem. Também falou da taça da ira divina sendo derramada e pragas caindo sobre a Terra, entre outras ocorrências.

Em relação a esse quadro, lembro-me de ter atendido juvenis, jovens e adultos recém-convertidos com o desejo de aprender algo mais sobre o assunto. Mas não era difícil notar neles alguma tensão produzida pelo impacto decorrente do tom sensacionalista com que alguns pregadores o expunham. Às vezes, observa-se a tendência de se limitar ao mero trato com os números, datas, interpretação de símbolos e identificação dos personagens proféticos e seus atos. No entanto, existe algo mais a ser enfatizado.

Não há dúvida de que as profecias finais se cumprirão. Mas, empenhados no preparo para enfrentar a tormenta, podemos ser animados ao concentrarmos o olhar da fé e esperança na vitória final. Primeiramente, não estaremos desamparados. Pão e água nos estão garantidos (Is 33:16). A presença de Deus será real para nós, como sempre foi em meio às crises do passado. Ao profetizar o “tempo de angústia”, Daniel emoldurou suas palavras com a certeza de libertação e vitória para os fiéis: “Será salvo o Teu povo” (Dn 12:1).

Em segundo lugar, a associação feita desse período com a noite de angústia de Jacó nos lembra de que a luta não é apenas com poderes e inimigos exteriores, mas também com nós mesmos, em busca da certeza de que as feridas que o pecado nos causou foram curadas. À semelhança daquele patriarca, passada a noite de angústia, “o Sol da justiça” brilhará para nós, declarando-nos vencedores. João viu os remidos cantando o cântico de Moisés e do Cordeiro (Ap 15:2-4).

Pensemos além da angústia. É tempo de começarmos a ensaiar essa canção.

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