terça-feira, 10 de novembro de 2020

Cegueira fatal

MEDITAÇÃO DIÁRIA

10 de novembro

Cegueira fatal

A soberba do teu coração te enganou. Obadias 1:3 

Em apenas 21 versos, o livro de Obadias contém uma mensagem a ser lembrada. Ela é dirigida aos edomitas, povo descendente de Esaú. Eles haviam se tornado oponentes dos israelitas e, nessa condição, se enriqueceram ao roubarem os bens dos moradores de Jerusalém (v. 13). Os edomitas se orgulhavam dessa atitude, somada às habilidades militares, coragem e aos aliados que possuíam. Outra razão de seu orgulho eram as fortalezas naturais e artificiais, habitações nas rochas onde enganosamente se sentiam seguros contra os ataques dos inimigos. 

“Tu que habitas nas fendas das rochas, na tua alta morada, e dizes no teu coração: Quem me deitará por terra? Se te remontares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, de lá te derribarei” (v. 3, 4), advertiu o Senhor. Mesmo com essa sentença, contra a qual nem um ser pode resistir, eles não pareciam preocupados. É sempre assim. O soberbo e arrogante não enxerga o caminho descendente pelo qual envereda. Por isso somos advertidos de que “nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 154). 

Apesar de tudo, o Senhor não tinha o propósito de destruir os edomitas, mas salvá-los. O orgulho, porém, não abriu caminho para que entendessem o amor divino e se arrependessem (v. 7). Entre tantas oportunidades que lhes foram dadas, poderiam ter agido de modo contrário aos estrangeiros opressores do povo de Deus, mas fizeram “exatamente como eles” (v. 11, NVI). A cegueira era total. 

Somente nos escondendo em Cristo, aprendendo de Sua mansidão e humildade de coração (Mt 11:29), podemos estar livres da cegueira do orgulho. Isso torna oportuno que façamos nossa esta oração de Mildred Hill: “Senhor, faze de mim um prego bem preso na parede. E nessa coisa tão comum e tão pequena, pendura um quadro de Tua face, para que os viajantes cansados da jornada possam fazer uma pausa a fim de contemplá-Lo. Então, em cada face radiante, fique gravada de tal modo que nada consiga apagar a imagem de Tua glória e Tua graça. Senhor, não permitas que ninguém pense em mim. Que eu seja, apenas, um prego na parede, mostrando a Tua face” (Glenn Coon, The ABC’s of Bible Prayer, p. 1)

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