quinta-feira, 4 de junho de 2020

MOTIVOS DO CORAÇÃO

MEDITAÇÃO DIÁRIA

04 de junho
MOTIVOS DO CORAÇÃO

Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento. Marcos 12:44

Construída em um período que durou 182 anos (1163-1345), a catedral de Notre-Dame, em Paris, é um dos monumentos históricos, culturais e artísticos mais conhecidos do mundo. A cada ano, recebia cerca de 13 milhões de visitantes. A riqueza artística do templo, entretanto, foi seriamente danificada por um incêndio que durou 14 horas, em 15 de abril de 2019, enquanto passava por reformas em sua estrutura.

Ainda sob o impacto da fatalidade, empresários e celebridades se mobilizaram e ofereceram doações milionárias para a recuperação da igreja. Dois dias após o incêndio, já haviam sido garantidos mais de 3 bilhões de reais. Logo surgiram críticos usando as redes sociais para questionar a pronta generosidade, lembrando as muitas regiões e pessoas extremamente necessitadas no mundo que poderiam receber semelhante atenção. O que motivou tão grande generosidade por parte daqueles doadores? Podemos supor várias razões, mas unicamente Deus conhece os verdadeiros motivos do coração.

No âmbito espiritual, sabemos muito bem que “é a motivação que dá sentido às nossas ações, deixando uma marca de vergonha ou de elevado valor moral. Não são as grandes coisas que todos os olhos veem e toda língua louva que Deus considera mais preciosas. Os pequenos deveres cumpridos com alegria, as pequenas dádivas que não são vistas por ninguém e podem parecer sem valor aos olhos humanos possuem, muitas vezes, o mais alto valor para Deus. Um coração de fé e amor é mais precioso para o Senhor do que as maiores dádivas” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 175, 176).

Ao doar “tudo quanto possuía”, a viúva mencionada por Jesus exemplificou essa realidade. Ninguém faria tanto, se o coração não transbordasse amor. Dedicar a Deus apenas as sobras da fartura que se possui não tem o mesmo significado do que Lhe entregar totalmente o pouco que se tem. Podemos ter certeza de que a fé que acompanha o amor nesse ato será recompensada pelo Pai.

Contudo, não devemos pensar que a atitude de ofertar alguma coisa a Deus esteja limitada aos dons materiais. Ele também nos disponibiliza tempo e habilidades, a própria vida, que devemos render inteiramente a Seu serviço. Lembrando sempre que, conforme assinala o Comentário Bíblico Adventista (v. 5, p. 710, 711), “Deus está interessado na magnitude do amor e da consagração que a dádiva representa, não em seu valor monetário.”

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