quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

“Não Te Esqueças”

MEDITAÇÃO DIÁRIA
27 de fevereiro
“NÃO TE ESQUEÇAS”

Tenham muito cuidado para que vocês nunca se esqueçam das coisas que os seus olhos viram. Deuteronômio 4:9, NVI

O teólogo Romano Guardini (1888-1968), surpreso e incomodado com a própria tendência de colocar Deus à margem de suas prioridades, à semelhança do que geralmente acontece conosco, questionou: “Por que será que Deus permeia o Universo, que tudo o que existe passa por Sua mão, que cada pensamento e emoção que temos tem significado apenas Nele, mas ainda assim não somos abalados nem inflamados pela realidade de Sua presença, mas capazes de viver como se Ele não existisse? Como esse artifício verdadeiramente satânico é possível?” (em Philip Yancey, O Deus (In)visível, p. 193).

É irônico que um Deus que jamais Se esquece de Seus filhos (Is 49:15) aparentemente seja muitas vezes esquecido por eles. Foi justamente para isso que Moisés, em Deuteronômio, chamou a atenção dos israelitas. Repetidas vezes, ele apelou para que não se esquecessem das promessas divinas e dos grandes feitos em favor deles (Dt 5:15; 7:18, 19; 8:2, 12-14, 18; 11:3-7; 15:15; 24:9, 18, 22). De fato, razões para que tivessem Deus sempre em mente não faltavam. Mesmo assim, a resposta do povo deixava a desejar.

Não foram poucas as vezes em que os escolhidos de Deus se afastaram Dele, seguindo em direção a outros deuses. Nos dias de Jeremias, o que parecia tão ilógico como a noiva se esquecer dos seus enfeites, “desaparecer a neve do Líbano” ou “parar de fluir suas águas frias vindas de lugares distantes” aconteceu: o povo se esqueceu. E o Senhor reagiu pesaroso: “O Meu povo se esqueceu de Mim” (Jr 2:32; 18:15).

Não incorramos no mesmo erro! Hoje, os deuses que nos fazem esquecer de Deus são o consumismo, a correria pela vida material, as maravilhas da internet e tantas outras distrações que nos roubam o tempo que deveríamos separar para estar com Ele. Além disso, na supervalorização que atribuímos às coisas, ou em nosso desejo de ter sempre mais, apegamo-nos tão fortemente às dádivas que nos esquecemos do supremo doador. Faça um inventário das bênçãos que tem recebido. Desfrute-as, mas não se esqueça de quem as doou. Ele é maior do que as bênçãos. Sim, infinitamente maior que o alimento material, maior que o dinheiro, maior que estações da natureza, maior que astros e estrelas, maior que o dia e a noite, maior que o Universo, maior que o ar que respiramos, maior que a própria vida. Sem Ele, nada do que temos valerá a pena ser desfrutado.

Meditações Matinais - De Coração a Coração, Zinaldo A. Santos

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