terça-feira, 15 de novembro de 2011

Maravilhoso Jesus Lucas 23:34



"Pai, perdoa-lhes" Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”. Lucas 23:34, NVI.

Juntando os relatos dos quatro Evangelhos acerca do Calvário, encontramos sete frases proferidas por Jesus na cruz. Meditaremos sobre cada uma dessas "sete frases", ao passarmos as seis horas finais da vida de Jesus – aproximadamente das 9h00 às 15h00 – ao pé da cruz.

A primeira declaração de Jesus suplica perdão do céu exatamente sobre aqueles que eram os causadores da Sua agonia. Alguns comentaristas sugerem que Ele pronunciou essas palavras enquanto os soldados estavam martelando os cravos em Suas mãos e pés, talvez repetindo-as a cada golpe do martelo.

Quem mais poderia encontrar graça para perdoar seus algozes em tal momento? No Antigo Testamento lemos sobre Eliseu, que logo depois de ter assumido o papel de profeta de Israel, no lugar de Elias, foi insultado por alguns jovens. "Suma daqui, careca!... Suma daqui, careca!" eles gritavam, numa atitude zombeteira para com o recém-empossado profeta. Eliseu virou-se e pronunciou uma maldição sobre eles em nome do Senhor. "Então duas ursas saíram do mato e despedaçaram quarenta e dois deles" (veja 2 Reis 2:23, 24, NTLH).

Entendemos a reação de Eliseu; provavelmente faríamos o mesmo. Mas o Filho de Deus, pendurado na cruz, não agiu do mesmo modo. Ao invés de amaldiçoar, Ele perdoou.

Três anos atrás, na Galiléia, Jesus havia falado aos Seus discípulos acerca do estilo de vida do reino. "Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam" (Lucas 6:27-28, NVI). Agora Ele estava colocando em prática Seu próprio conselho.

E com a Sua morte, Jesus transformaria a atitude de Seus seguidores quando eles também viessem a enfrentar uma morte injusta. Em breve o eloqüente Estevão, um dos primeiros diáconos da nova igreja, seria capturado por seus inimigos e apedrejado até a morte. Suas últimas palavras seriam "Senhor, não os consideres culpados deste pecado" (Atos 7:60, NVI).

Durante a Segunda Guerra Mundial, quando soldados ou civis viam o inimigo cometendo atrocidades, eles diziam uns para os outros, "Marquem esse homem para o futuro!" Eles fixavam bem a imagem daquela pessoa na mente para que, se suas vidas fossem poupadas, pudessem vingar-se depois.

Mas o ódio não consegue expulsar o ódio, a violência não consegue expulsar a violência.

Somente a mudança de mente que vem d'Aquele que disse: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" consegue vence o mal.

ORAÇÃO

Príncipe da paz dá-me a graça de perdoar aqueles que já me feriram. Que eu possa ter por eles os mesmos sentimentos que Tu tens por cada um dos Teus filhos.

Autor: William G. Johnsson

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