segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

REGOZIJO NO SOFRIMENTO

 REGOZIJO NO SOFRIMENTO

 Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Depois, ordenaram-lhes que não falassem no nome de Jesus e os deixaram sair em liberdade. [...] Todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo. Atos 5:40, 42, NVI

Numa ampla curva do rio Volga, em Tver, Rússia, existe uma cidade universitária em que moram meio milhão de pessoas. Suas ruas largas e prédios sofisticados contrastam com a pequena casa no subúrbio, a qual os adventistas transformaram em igreja. Quando a visitei, vi duas senhoras idosas numa salinha, corrigindo lições dos cursos bíblicos de The Voice of Prophecy [A Voz da Profecia]. Depois que eu as elogiei por sua atividade voluntária, uma delas respondeu: “Ficamos muito felizes por ter a oportunidade de fazer este trabalho! Durante a época do comunismo, éramos quatro aqui dirigindo secretamente uma escola bíblica. Fomos descobertas, presas, e três passaram um ano na prisão; meu esposo passou três. Ficamos encantadas por poder agora fazer este trabalho abertamente e sem medo!”

A perseguição e a prisão não detiveram os fiéis durante aquela época escura. Assim como os apóstolos, os pastores e membros leigos na União Soviética nunca “deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo”. Depois que começou a opressão de Stalin sobre a igreja na década de 1930, todos os nossos 150 pastores, com exceção de dois, numa ou noutra ocasião suportaram o encarceramento. A maioria morreu na prisão.

A perseguição não impediu que os sobreviventes continuassem a disseminar o evangelho após sua libertação. Durante os anos do comunismo, a igreja cresceu de 14 mil para 35 mil membros. Com a glasnost [abertura política] e o fim do regime comunista, o número de membros dobrou em dois anos. A perseguição e o martírio dos anos tenebrosos se tornaram a semente para o rápido progresso da igreja.

O que você e eu teríamos feito se tivéssemos vivido essa situação? Enquanto reflito sobre essa pergunta, penso na resposta que Dwight L. Moody deu a um admirador que afirmou que gostaria de ter uma fé de mártir como a do famoso pregador: “Irmão”, disse Moody, “eu não tenho uma fé de mártir, mas se fosse chamado a morrer como mártir, creio que Deus me daria uma fé de mártir.”

Daniel Guild, 29/7/2004

MEDITAÇÃO DIÁRIA

13 DE DEZEMBRO

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