domingo, 6 de junho de 2021

Fardo ou Deleite?

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

6 de Junho, Domingo

Fardo ou Deleite?

Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei. Salmo 40:8

Daniel Defoe disse que “um grande homem sem religião é um simples animal sem alma”. Mas nem todas as pessoas religiosas têm a alegria de viver. Ou desfrutamos as bênçãos de uma vida religiosa feliz e saudável ou carregamos um fardo insuportável. Tudo depende da maneira como encaramos a religião.

De que maneira poderíamos caracterizar uma pessoa para quem a religião é um jugo? Por exemplo: quando é pessimista (vê os deveres religiosos com lentes sombrias); quando condescende com o pecado (o que lhe traz sentimento de culpa); quando é crítica (o que a leva a perder os amigos).

Conheci um irmão que poderíamos chamar de “muro das lamentações”. Apesar de adventista havia anos, jamais experimentara a certeza de que seus pecados haviam sido perdoados. Certo dia, durante um curso de colportagem, ele me procurou. Ouvi-o atentamente e lhe perguntei: “O senhor já leu o livro Caminho a Cristo?” Disse que já o havia lido fazia alguns anos, mas não estava lembrado de seu conteúdo. Além de lhe pedir que relesse o livro, e com espírito de oração, expliquei que o perdão é uma ponte entre nossos conflitos e a solução. Dois anos depois, nós nos encontramos novamente. “Pastor, agora tenho certeza de que meus pecados foram perdoados. Além disso, não cumpro mais os meus deveres religiosos como uma obrigação, mas com alegria e prazer. Minha obediência, com o auxílio divino, é uma resposta de gratidão por tudo o que Deus tem feito por mim.”

O salmista tinha tanta comunhão com Deus que afirmou: “Agrada-me fazer a Tua vontade” (Sl 40:8). Sua experiência era fruto de um relacionamento íntimo com Deus.

O legalista não é feliz. Por quê? Sua religião é apenas comportamental. Limita-se à observância de regras e normas externas, sem nenhuma transformação espiritual. No outro extremo, o liberal acha que Deus não é tão exigente como se diz por aí. Essa atitude, porém, não o leva a se comprometer com nada. Diz que foi salvo por Cristo, mas não vive por princípios.

Nossa única fonte de alegria é a certeza do perdão dos pecados e uma vida de crescimento espiritual. Maria Madalena, certa de que já estava perdoada, ouviu Jesus dizer: “Vai e não peques mais” (Jo 8:11). Por que então não colocarmos nossos fardos de pecados nos ombros de Jesus?

Rubens S. Lessa, 5/4/2000

Nenhum comentário:

A Morte do Pardal

  Meditação Diária Quarta-feira, 22 de setembro A MORTE DO PARDAL Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem ...