sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Salvando o mundo

 MEDITAÇÃO DIÁRIA

Sexta-feira, 12 de fevereiro

Salvando o mundo

Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Romanos 5:8, NVI

Existe um importante ditado rabínico que diz: “O homem foi criado sozinho para ensinar que, se alguém destruir uma única pessoa, a Escritura o considera como se tivesse destruído o mundo inteiro; e, se alguém salvar a vida de uma única pessoa, a Escritura o considera como se tivesse salvado o mundo inteiro.” A versão mais sintética e popular desse provérbio diz apenas: “Quem salva uma vida é como se tivesse salvado o mundo inteiro.”

É verdade que a frase original do Talmude não é tão universalista, pois fala em salvar “uma alma de Israel” (isto é, um judeu), mas o conceito é fantástico. Esse pensamento foi associado com a ação de vários indivíduos, como, por exemplo, Raoul Wallenberg, Karl Plagge e Aristides de Sousa Mendes, que ajudaram a salvar judeus do genocídio nazista. Os heróis são chamados pelos judeus de “justos entre as nações”.

Entre os “justos” se destaca Oskar Schindler, que arriscou a vida e gastou cerca de 4 milhões de marcos alemães para salvar mais de 1.100 judeus da morte nos campos nazistas. Por quê? “Eu fiz o que pude, fiz o que devia, fiz o que minha consciência disse que eu tinha que fazer”, ele afirmou. Para ele, não havia escolha. Chiune (Sempo) Sugihara, cônsul japonês na Lituânia, também salvou um grande número de pessoas. Ao emitir mais de 2 mil vistos para refugiados judeus-poloneses, mesmo arriscando a vida e a carreira diplomática, possibilitou a preservação de mais de 6 mil vidas. Estima-se que os filhos e netos das pessoas salvas por Sugihara totalizem hoje mais de 40 mil pessoas!

Outra história incrível de amor, compaixão e humanismo é a de Nicholas Winton, chamado de “Schindler da Grã-Bretanha”. Corajosamente, ele resgatou 669 crianças tchecas do destino fatal nos campos nazistas. Hoje, há mais de 5 mil descendentes das crianças de Winton ao redor do mundo. Seu feito glorioso somente se tornou conhecido meio século depois. Ele não havia contado nem para a esposa sobre suas ações. Depois disso, ele recebeu muitas honras.

Porém, nenhum desses “justos”, por mais honoráveis que sejam, se compara com um justo que deu a vida para salvar judeus e não judeus. Na verdade, esse Homem morreu pelo mundo inteiro. Ele não apenas arriscou a vida, mas a entregou. Não Se sacrificou apenas pelos amigos, mas pelos inimigos. Não morreu pelos justos, mas pelos pecadores.

De fato, quem salva uma pessoa é como se tivesse salvado o mundo inteiro, e quem salva o mundo inteiro é como se tivesse salvado uma pessoa.

Marcos De Benedicto, 16/2/2016

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