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terça-feira, 29 de abril de 2014

“Lembre-se, Senhor”- Isaias 64


“Lembre-se, Senhor”
Aleta Bainbridge

O profeta Isaías, na seção compreendida entre 63:11 a 64:7 do seu livro, lança um olhar retrospectivo para a história de Israel lembrando como Deus fielmente tem guiado o Seu povo (63:13,14) e como, de bom grado, Ele ajuda aqueles que alegremente fazem o certo e obedecem aos Seus caminhos (64:5). O profeta está cheio de admiração pelo caráter de Deus. “Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam” (v. 4 NVI; ver tb 1Co 2:9).

Isaías lembra, também, quão teimoso Israel tem sido e se sente mortificado pelo modo como esta nação tem agido para com o seu terno e paciente Deus. “Em Seu amor e em Sua misericórdia Ele os resgatou; foi Ele que sempre os levantou e os conduziu nos dias passados. Apesar disso, eles se revoltaram e entristeceram o Seu Espírito Santo. Por isso Ele Se tornou inimigo deles e lutou pessoalmente contra eles.” (Is 63:9,10 NVI).

A experiência de Israel ilustra a condição moral da humanidade como um todo. “Somos como o impuro [leproso] – todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo [trapos que cobriam o corpo em decomposição do leproso]. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniqüidades nos levam para longe. Não há ninguém que clame pelo teu nome, que se anime a apegar-se a ti…” (Is 64:6-7, NVI).

Então ocorre uma mudança no discurso. O profeta, de repente, intercede em nosso favor. Ele pede para Deus Se lembrar! “Lembre-se, Senhor”, diz ele, “Tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; Tu és o oleiro” (v.8 NVI), somos mortais frágeis e mesmo nossos melhores atos não são nada além de “trapo imundo” (v.6 NVI). Por três vezes ele lembra o Senhor: “Tu és nosso Pai” (63:16 a, b; 64:8); lembra também que Ele é nosso criador (v.8) e que Seu nome, desde o início, é “Redentor” (63:16).

Como Moisés, Isaías implora a Deus para não desistir de seu povo, para não esconder Seu rosto deles (v.7), mesmo que seja só por causa do Seu nome e reputação (63:14; 64:10,11).

Quando nos sentimos distantes de Deus, podemos clamar como Isaías: “Não te ires demais, ó Senhor! Não te lembres constantemente das nossas maldades. Olha para nós! Somos o teu povo! … Ficarás calado e nos castigarás além da conta?” (v. 9,12 NVI). Em resposta às nossas humildes súplicas já conhecemos de antemão a promessa de Deus: “Antes de clamarem, eu responderei; enquanto ainda estiverem falando eu os ouvirei” (65:24 NIV). Que conforto e segurança nos traz o amoroso, justo e misericordioso Deus a quem servimos em Sua Palavra!

Aleta Bainbridge
Sydney, Austrália


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