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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Lei—Revelação do caráter divino

Refletindo a Cristo

Lei—Revelação do caráter divino, 1 de Fevereiro

Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo e justo e bom. Romanos 7:12.

Muitos ensinadores religiosos afirmam que Cristo, pela Sua morte, aboliu a lei, e, em virtude disso, estão os homens livres de suas reivindicações. Alguns há que a representam como um jugo penoso; e em contraste com a servidão da lei apresentam a liberdade a ser desfrutada sob o evangelho.

Não foi, porém, assim que profetas e apóstolos consideravam a santa lei de Deus. Disse Davi: “Andarei em liberdade, pois busquei os Teus preceitos.” Salmos 119:45. O apóstolo Tiago, que escreveu depois da morte de Cristo, refere-se ao Decálogo como a “lei real” e a “lei perfeita da liberdade”. Tiago 2:8; 1:25. E o escritor do Apocalipse, meio século depois da crucifixão, pronuncia uma bênção aos que “guardam os Seus mandamentos, para que tenham poder na árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14 (AA, margem).

A declaração de que Cristo por Sua morte aboliu a lei do Pai, não tem fundamento. Se tivesse sido possível mudar a lei, ou pô-la de parte, não teria sido necessário que Cristo morresse para salvar o homem da pena do pecado. A morte de Cristo, longe de abolir a lei, prova que ela é imutável.  O Filho do homem veio para “engrandecer a lei e fazê-la gloriosa”. Isaías 42:21. Disse Ele: “Não cuideis que vim destruir a lei”; “até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei.” Mateus 5:17-18. E, com relação a Si próprio, declara Ele: “Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.” Salmos 40:8.

A lei de Deus, pela sua própria natureza, é imutável. É uma revelação da vontade e caráter do Autor. Deus é amor, e Sua lei é amor. Seus dois grandes princípios são amor a Deus e amor ao homem. “O cumprimento da lei é o amor.” Romanos 13:10. O caráter de Deus é justiça e verdade; esta é a natureza de Sua lei. Diz o salmista: “Tua lei é a verdade”; “todos os Teus mandamentos são justiça.” Salmos 119:142-172. E o apóstolo Paulo declara: “A lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” Romanos 7:12. Tal lei, sendo expressão do pensamento e vontade de Deus, deve ser tão duradoura como o Seu Autor.

É obra da conversão e santificação reconciliar os homens com Deus, pondo-os em harmonia com os princípios de Sua lei. No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração. O pecado, porém, alienou-o do Criador. Não mais refletia a imagem divina. ... Mas “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (João 3:16), para que o homem pudesse reconciliar-se com Ele. Mediante os méritos de Cristo, pode aquele se restabelecer à harmonia com o Criador. — O Grande Conflito, 466-467.


Este texto vem do livro Refletindo a Cristo, escrito por Ellen G. White
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