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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O pecado de Acã -Josué 7

Projeto Reavivados por Sua Palavra- Josué 7
A ira do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel porque eles prevaricaram (agiram deslealmente) nas coisas condenadas: as coisas condenadas eram tudo o que a cidade de Jericó continha (capítulo 6:17-19); o povo não tinha o direito de apropriar-se de qualquer coisa que lá se encontrasse: tudo devia ser destruído. Na realidade um só homem chamado Acã havia cobiçado e tomado para si algumas cousas (ver. 21).

Por causa dele toda a nação haveria de sofrer. O pecado de Acã é um ensino sobre a unidade do povo de Deus: Israel pecou (ver.11). Também cada crente faz parte de uma unidade: o corpo de Cristo, sua igreja (1 Coríntios 12:12 - 14:26). Toda a igreja sofre por causa do pecado de um dos seus membros (1 Coríntios 12:26).

O povo de Israel estava exultante com a vitória em Jericó. Embora fosse a vitória de Deus, o povo começava a confiar em sua própria força.

Como havia feito com Jericó, Josué mandou uns homens para avaliarem a força militar de Ai. Voltaram convencidos que seria fácil tomá-la, pois eram poucos os inimigos; bastava mandar uma pequena parte do exército, não precisando fatigar todo o povo (lembrando-se de como haviam se cansado dando voltas em torno de Jericó).

Como Jericó representa o mundo, na vida cristã, Ai representa a carne. Muitos crentes se despem de tudo o que para eles parece ser "mundanismo", e até se orgulham da sua separação. Mas, e a carne (bisbilhotice, crítica, inveja, ciúmes, etc.)? Algumas das pessoas mais perigosas na igreja são os que, aos seus próprios olhos, são "santos", mas que têm as línguas mais ferinas que se possa imaginar. O orgulho espiritual os convence que estão vivendo a vida cristã vitoriosa, mas esquecem que a vida vitoriosa é a de Cristo: é Ele quem nos dá a vitória.

O resultado do pecado de Acã, e do orgulho de Israel, foi que os israelitas perderam seus soldados, sofreram a humilhação da derrota e o povo ficou temeroso.

Também somos derrotados pela carne. Ela não pode ser vencida com a tática que usamos para vencer o mundo. O mundo é visível e está lá fora enquanto a carne está dentro de nós, invisível. O apóstolo Paulo reconheceu a sua fraqueza nessa batalha (Romanos 7:18). Não podemos viver a vida cristã com nossas próprias forças, mas somente quando estamos cheios do Espírito Santo de Deus.

Josué demonstrou seu profundo pesar e aflição pelo acontecido rasgando as suas vestes e prostrando-se em terra, com os anciãos de Israel, diante da arca do SENHOR, até à tarde. Diante da arca ele se lastimou e reclamou do SENHOR Deus por ter feito o povo atravessar o Jordão para ser entregue nas mãos dos amorreus e fazê-lo perecer. Ele não sabia, evidentemente, a causa da derrota, e declarou que agora os moradores da terra iriam criar coragem para vir e destruir o povo de Israel e o que faria Deus então ao Seu grande nome?

O SENHOR se apiedou deles e disse-lhes que Israel havia pecado e violado a aliança e se feito condenado. O SENHOR só voltaria a estar com eles se eliminassem do seu meio a coisa roubada. Era necessário executar o homem que cometera o pecado e destruir tudo o que ele possuía, inclusive a sua família.

Deus poderia ter dito logo quem era o responsável, mas fez com que o povo seguisse um longo procedimento de santificação e apresentação seletiva diante do SENHOR, que designou por fim o culpado. Sem dúvida isto fez com que cada um refletisse no seu próprio procedimento, e temesse sofrer o castigo de Deus. Era difícil para eles distinguirem o mal dentro do acampamento.

Também é difícil muitas vezes para nós distinguirmos o mal dentro da igreja. Os membros parecem estar cegos ao pecado dentro da igreja, embora não tenham problema em ver o pecado dentro dos meios mundanos. E a igreja toda sofre por causa disso.

Acã havia subestimado a gravidade de desobedecer ao mandamento de Deus. Tendo enterrado todo o botim, ele pensava que ninguém estava a par do que havia feito, e que mais tarde poderia desfrutar dos seus tesouros com impunidade. Mas os efeitos foram sentidos pela nação inteira, bem como por toda a sua família. 

Nossas ações também têm repercussões maiores do que imaginamos: não nos enganemos ao pensar que os nossos pecados são tão pequenos ou pessoais que ninguém mais sofrerá as consequências deles. 

Não sabemos se a família de Acã havia aprovado o que ele havia feito. Naqueles tempos, a família era considerada como um núcleo solidário, e participava da fortuna ou infortúnio do seu chefe, neste caso Acã. Muitos israelitas haviam sido mortos na batalha, por sua causa; agora ele e todos os seus tinham que ser eliminados completamente de Israel, para que nenhum vestígio do seu pecado permanecesse. 

O pecado tem consequências drásticas, exigindo que sejam tomadas medidas drásticas para eliminá-lo (Romanos 8:13, 1 Coríntios 11:31-32).

Depois que Israel eliminou o pecado de Acã, o SENHOR lhes concedeu: encorajamento, Sua presença na batalha, Sua direção e promessa de vitória, e Sua permissão para se apropriarem dos despojos. Sempre que Israel se livrava do pecado, o SENHOR os abençoava. Também será essa a nossa experiência ao deixarmos o pecado e seguirmos o caminho que Deus nos mostra.
por David Jones- (adaptado)

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