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sábado, 12 de julho de 2014

Parábola acerca de uma videira - Ezequiel 15


Parábola acerca de uma videira 
Comentários  de  Pr Mohanraj Israel

Nos capítulos 15-17 temos três parábolas. Uma parábola é uma verdade envolta em uma história ou figura de linguagem. Boa parte do ensino de Jesus foi feito por meio de parábolas. Muitos dos profetas do Antigo Testamento, incluindo Ezequiel, também ensinaram desta maneira.

Ezequiel 15 é uma parábola acerca de uma videira. O profeta utiliza a metáfora da videira três vezes, ao longo de  cinco capítulos (15:1-8; 17:5-10; 19:10-14). O que a videira possui que a torna mais importante que outras árvores da floresta? Nada! Outras árvores produzem madeira útil, mas a madeira da videira é macia, frágil, torta, e, geralmente, de pequeno porte.

O único propósito da videira é dar frutos. Quando não dá fruto, é inferior a outras árvores. Então, se o povo de Deus perde o seu propósito distintivo de não dar frutos de justiça, então são mais inúteis do que as pessoas do mundo. Pela ótica da parábola, portanto, os judeus foram considerados inferiores a outras nações.

A palavra hebraica aqui para videira indica um ramo que só é útil quando está dando frutos. A madeira não é útil o suficiente para qualquer outra finalidade a não ser para alimentar o fogo. Portanto, como Israel não está produzindo frutos, o fogo do juízo de Deus é iminente. Ezequiel 15:8 diz: “Arrasarei a terra porque eles foram infiéis. Palavra do Soberano, o Senhor.” Se uma videira for frutífera, é valiosa, mas se não for frutífera, é sem valor e inútil – será lançada ao fogo. Isto simboliza a forma na qual Judá havia se tornado inútil para o Senhor e agora não servia para nenhum outro propósito além de ser queimado em julgamento.

Ezequiel muda aqui o sentido da metáfora bíblica da videira. Ela é geralmente uma imagem positiva na Bíblia (cf. João 15). Quando usada de forma negativa, apenas o seu mau fruto é condenado. Mas, agora, Ezequiel critica a própria natureza da videira: a inutilidade de sua madeira, em comparação com a madeira das outras árvores. Os moradores de Jerusalém são inúteis, diz ele, pela sua própria natureza!

Assim, o homem é capaz de produzir fruto precioso somente ao viver para Deus e para os outros; este é o propósito de sua existência. Se ele falhar neste aspecto, ele não tem qualquer utilidade e merece ser destruído. Isto se refere às pessoas que vivem no abandono total de Deus e da verdadeira religião!

Esta parábola é aplicada originariamente a Jerusalém. Porém, tomemos cuidados para que nós mesmos não vivamos de modo infrutífero. 

Acheguemo-nos a Cristo e busquemos permanecer nEle, praticando as Suas palavras.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

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