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sábado, 14 de junho de 2014

Repreendida a infidelidade-Jeremias 44


Repreendida a infidelidade
Comentários do Pr. Heber Toth Armí

Estudei, observei e notei que há dois sermões em Jeremias 44 com várias aplicações para nós:

1. A primeira parte do primeiro sermão lembra com amor e firmeza como Deus puniu Judá por causa de seus pecados (vs. 1-6); então, argumenta que Deus irá julgar o pequeno remanescente que descera ao Egito por mergulhar fundo na pecaminosidade egípcia (vs. 7-14). Descaradamente os ouvintes expuseram sua decisão resoluta de não obedecer às palavras do Senhor (vs. 15-19).

2. O segundo sermão foi um aviso, um alerta: Se o remanescente permanecer no Egito seria destruído (vs. 20-27). Então, a argumentação e apelo desse sermão era que o povo voltasse a Judá a fim de que vivesse (28-30). O sermão direto contou com sinais para despertar ao povo: “Como sinal da desgraça iminente”, comenta David S. Dockery, Jeremias “profetizou a queda de faraó Hofra. Essa profecia foi cumprida pouco mais tarde, em 570 a.C., quando Hofra foi deposto por um partido egípcio de oposição”.

Muitas vezes não queremos mudar de vida, por isso não aceitamos, muitas vezes, a repreensão de amor do Senhor por meio de Seus servos pregadores. Mas, estes são os meios que Deus usa para chegar a nós.

O servo de Deus, guiado pelo Espírito Santo, sabe a diferença entre exortar, repreender, censurar, admoestar e criticar; e distingue que criticar não vem de Deus. Como diz o livro Parábolas de Jesus na página 340: “Muitos que professam ajuntar com Cristo, estão espalhando. Este é o motivo de a igreja ser tão fraca. Muitos tomam a liberdade de criticar e acusar. Expressando suspeita, inveja e descontentamento, entregam-se a Satanás como instrumentos”. 

A mensagem de Jeremias no capítulo 44 não foi de crítica, como não deve ser nenhum de nossos sermões. A crítica nunca é construtiva, ela desmotiva. Jeremias prega, chama o pecado pelo nome, exorta, repreende, censura, admoesta e aponta o caminho da restauração. O sermão crítico destrói à igreja, enfraquecendo-a. E, infelizmente aquele que critica pensa que seus sermões críticos são os mais poderosos, estes deveriam saber que o poder para tais sermões vem de baixo e não do alto. 

A palavra do sermão deve vir do Senhor (vs. 1-3); deve ser cheia de amor (vs. 4-5); expor os sentimentos divinos com base em Sua revelação (vs. 6-10); e, apresentar o resultado da desobediência em nome do Senhor (vs. 11-14). Ainda que mais direto e apelativo, o segundo sermão de Jeremias tem os mesmos elementos do primeiro (vs. 20-30). Aprendamos a depender mais do Senhor para falar as palavras do Senhor!

Após refletir bastante nas palavras do Senhor a Jeremias no capítulo 44 de seu livro percebi que um fato curioso nesse relato foi a contra argumentação a Jeremias daqueles filhos de Deus que estavam sacrificando à deusa da Babilônia, Istar a “Rainha dos Céus”; o povo tinha seus argumentos para suas decisões e oposição à mensagem do profeta de que Deus iria “derramar outro julgamento com Sua ira”. 

Dockery comenta que, “o que se pensava era que o desastre recaíra sobre Judá, simplesmente porque Josias havia eliminado os deuses estrangeiros da terra (2Rs 23)”. 

O pecado entorpece e cega pessoas! A lição é clara: Precisamos atentar à voz de Deus a fim de que tenhamos discernimento espiritual para pensar, agir e falar com sabedoria. 

Aprendida a lição, vamos orar: “Querido Deus, a Tua santidade revela minha pecaminosidade, Tua Palavra me exorta, repreende, corrige e me mostra por onde devo ir e como devo agir; entretanto, preciso de forças sobrenaturais para colocar em prática tudo o que aprendi em Tua Palavra. Faça essa obra em mim, por favor! Em nome de Jesus, eu clamo a Ti, Senhor... Amém!”.

Imagens do Google – editado por Palavra Eficaz
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 “Antes de buscar a ajuda dos homens busque a ajuda de Deus.”

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