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sexta-feira, 20 de julho de 2012

MD-Provérbios 30:7-9


Meditação Diária
A Oração de Agur

Ó Deus, eu Te peço apenas duas coisas para a minha vida nesta Terra: não me deixes ser um mentiroso! Este é o primeiro pedido. Além disso, não me deixes ficar nem muito rico nem muito pobre! Dá-me somente aquilo de que realmente preciso. Eu não quero ser ingrato, confiando somente nas riquezas e Te deixando de lado; também não quero ficar tão desesperado por causa da pobreza a ponto de me tornar um ladrão e manchar o Teu santo nome. Provérbios 30:7-9, BV

Muito pouco ou quase nada sabemos a respeito de Agur. Não sabemos ao certo onde Agur vivia e a que povo pertencia. Uma coisa, porém, é quase consenso entre os estudiosos da Bíblia: ele não era israelita. Possivelmente, fosse de origem ismaelita e, portanto, descendente de Abraão.

Mesmo não sendo israelita, conhecia o Deus de Israel. Mas ele queria mais. Ao contemplar as estupendas obras da Criação, ele confessou sua ignorância sobre esse maravilhoso Deus (v. 3). Ele não conseguia entender esse Deus que estava por trás de toda a deslumbrante natureza (v. 3-6).

Mas Agur era sábio, um pensador. Era um profundo conhecedor da natureza humana, das relações sociais e dos valores incorporados pelos indivíduos que compõem uma sociedade. (Leia toda a oração, Pv 30:1-33.) Ele era um sociólogo daquele tempo.

Quero tocar em apenas dois dos seus pedidos a Deus:

1) “Não me deixes ser um mentiroso.” Por acaso, você já fez esse pedido a Deus? Nos dias atuais, a mentira é um pecado comum e repetitivo em quase todas as esferas da sociedade: é a colisão entre o dever e o desejo – o dever de falar a verdade e o desejo de inverter os fatos para tirar vantagens. É o pregador abafando suas convicções; o político prometendo e não cumprindo; é o comerciante vendendo mercadorias falsificadas, etc. “Fora [da cidade santa] ficam os cães [...] “e todo aquele que ama e pratica a mentira” (Ap 22:15).

2) Agur, na sua oração, fala também do perigo tanto da pobreza como da riqueza. Tinha visto homens ricos, na sua presunção, negarem a Deus e pessoas pobres O maldizerem em seu desespero. Então, Agur pediu a Deus que não o deixasse nem muito rico nem muito pobre. “Dá-me somente aquilo de que realmente preciso”, longe da presunção e distante do desespero.

REFLEXÃO: “Os justos odeiam a maldade dos perversos. Os perversos odeiam a justiça dos justos” (Pv 29:27).

Escrito por Wilson Sarli
Coloque seus projetos, suas alegrias, e suas lutas, aos pés Daquele que tudo pode, e descanse na segurança que somente Jesus Cristo pode nos dar.
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